Tribuna do Leitor

Desmotivação


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Pesquisas recentes demonstram que a sociedade e principalmente o jovem estão desmotivados com a política, com os partidos políticos e com os políticos, principalmente. Entre a juventude, esta percepção é notória, tamanho o desinteresse dos jovens pelo assunto “política”. Para tentar amenizar, os partidos se fundem sem nenhum critério ideológico e trocam de nome para tentar mostrar que alguma coisa mudou. Contudo, ao que parece, tudo continua como antes.

Na verdade, o Brasil precisa de uma reforma política radical. Aliás, tramita no Congresso Nacional proposta que, temos esperança, venha resultar em uma grande melhoria na maneira de se fazer política no nosso País.

Uma obra muito interessante, organizada pela socióloga Maria Francisca Pinheiro Coelho, doutora em Sociologia pela Universidade de Brasília (UnB), intitulada ‘O gosto pela política’, na qual se analisa os valores da política, sobre o gostar ou não gostar de política, está muito relacionada com a falta de confiança nos políticos. Esta pesquisa foi publicada em 1997, mas é muito atual.

Uma definição simples oferecida por Schmitter: “Política é a resolução pacífica de conflitos”. Esse conceito é amplo. É possível delimitar um pouco mais e estabelecer que a política consiste no conjunto de procedimentos formais e informais que expressam relações de poder.

Já Aristóteles utiliza-se do termo “política” para um assunto único: “a ciência da felicidade humana”. A felicidade consistiria numa certa maneira de viver, no meio que circunda o homem, nos costumes e nas instituições adotadas pela comunidade a qual pertence. O objetivo da política é, primeiro, descobrir a maneira de viver que leva à felicidade humana, isto é, sua situação material, e, depois, a forma de governo e as instituições sociais capazes de a assegurarem. As relações sociais e seus preceitos são tratados pela ética, enquanto que a forma de governo se obtém pelo estudo das constituições das Cidades-Estados, matéria pertinente à política.

Vale a pena estudar o que pensam os cientistas políticos, os pensadores históricos, acerca da diferença entre política e políticos. Temos que examinar a política como um todo. As pessoas pensam nisso como uma ação do Estado, mas precisamos avaliá-la sobre outros aspectos, como, por exemplo, se o Estado é uma instituição organizada, política e social, dirigida por um governo soberano que é responsável pela organização e pelo controle social.

A função do Estado é servir a sociedade, atender as necessidades dos indivíduos, respeitar seus direitos e lhes oferecer serviços públicos de qualidade. Entendo que o Brasil que queremos só existirá quando o Estado cumprir com este dever.

Quanto aos jovens, é importante que percebam que o “bonde” da oportunidade está passando,e segurem essa oportunidade. Acredito piamente que pela primeira vez a juventude vai adquirir a força que todos estão esperando, vai encarar esse grande desafio de mudança e será o centro embrionário onde se criarão novas políticas públicas que vão nortear os partidos políticos.

O futuro do país está nas mãos de nossa juventude, e com certeza, tudo aquilo que o jovem se dedica a fazer, com coerência, responsabilidade e firmeza ele realiza e alcança o sucesso!

Luiz Alfredo Rodrigues de Sant’ Anna - acadêmico do 2.º ano de direito e membro da Juventude do PSDB de Bauru

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