São Paulo - Depois de quase um mês preso, o empresário Nilton Cezar Servo, detido na Operação Xeque-Mate, teve ontem sua prisão preventiva revogada. Ele, que se diz amigo do presidente Lula, foi preso pela Polícia Federal no dia 5 de junho por suposto envolvimento em um esquema que pagava subornos a policiais para explorar caça-níqueis. Depois, foi denunciado pelo Ministério Público Federal pelas acusações de contrabando, formação de quadrilha, corrupção ativa e falsidade ideológica.
Segundo o advogado do empresário, Eldes Rodrigues, o juiz federal Dalton Kita Conrado argumentou em sua decisão de ontem que, além de ter bons antecedentes, Servo tem endereço fixo e fonte de renda lícita. O juiz entendeu que, dados esses requisitos, não há risco de fuga e que ele pode então responder ao processo livre, segundo Rodrigues.
Além disso, foi considerado que, como as investigações da PF e da Procuradoria sobre o esquema desmontado pela operação já terminaram, Servo, mesmo livre, não pode mais influir nelas. Já o Ministério Público Federal foi contra, em seu parecer, à revogação da prisão. Se a Justiça entender que sua liberdade não compromete o andamento do processo, é possível que Servo só seja preso de novo caso seja condenado de maneira definitiva - sem possibilidade de novos recursos.
A Operação Xeque-Mate prendeu 77 pessoas e desmontou um suposto grupo criminoso que importava ilegalmente componentes eletrônicos e montava caça-níqueis em São Paulo e Mato Grosso do Sul.