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Empresas não aceitam fazer mudanças

Folhapress
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Rio - As companhias aéreas mostraram ontem que não pretendem aceitar mudanças na malha aérea como alternativa para solucionar o caos nos aeroportos. Em uma reunião ontem com diretores da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e representantes do comando da Aeronáutica, as empresas alegaram que fizeram investimentos nos últimos anos para atender o crescimento da demanda, mas que o governo não fez os aportes necessários em infra-estrutura para garantir o atendimento.

Estiveram presentes representantes de TAM, Gol, Ocean Air, BRA e Varig. Segundo o relato de participantes da reunião, um representante de companhia aérea afirmou que o setor trabalha com índices de eficiência e não de ineficiência. A agência tem sido pressionada a reestruturar a malha aérea, o que significaria, por exemplo, reduzir a concentração de vôos em horários de pico nos aeroportos mais disputados do país, especificamente os de São Paulo.

O presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira, é um dos defensores da tese. Anteontem, ele afirmou que o país é “grande demais para ter uma malha como essa”. A frase é uma referência à estrutura de vôos adotada pelas companhias, que aumentaram as horas de utilização de cada aeronave e operam diversos trechos em seqüência. Quando ocorre atraso em um trecho, isso afeta todo o percurso com um efeito em cascata.

A mudança na forma de utilização das aeronaves é resultado de um cenário de maior concorrência e busca por redução de custos. Desde 1999, mais de 40 aeroportos do país deixaram de ser servidos por vôos regulares. Os 15 principais aeroportos concentram 73% dos vôos. A discussão sobre a mudança de malha é complexa. A Anac é o órgão regulador do setor. O argumento das companhias é que, apesar disso, ela não tem o direito de impor uma mudança na estrutura de vôos.

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