Turismo

Barra mais que Bonita

Daiana Dalfito
| Tempo de leitura: 2 min

A principal paisagem vista nas estradas do Interior de São Paulo é também parte de nosso destino. Os canaviais se espalham em rios verdes a partir da cidade de Barra Bonita e é provável que você já tenha colocado em seu café um pouco da Barra. Ali, fica a uma das principais usinas produtoras de açúcar e álcool do Estado de São Paulo. Mas a Barra, cidade com pouco mais de 35 mil habitantes, não é conhecida apenas pelo açúcar. Cortando as entranhas da cidade está o rio Tietê.

É na água que a vocação da cidade aparece: peixe da melhor qualidade e com receita exclusiva, passeios de barco, pescaria ou, quem sabe, apenas parar e ver o pôr-do-sol sentado à beira do rio. Em Barra, porém, o Tietê tem vida e dá vida a muitas pessoas, todas elas ligadas a trabalhos movidos e motivados pelo rio.

O principal atrativo de Barra Bonita são os passeios de barco, realizados desde 1964 pela Navegação Fluvial Médio Tietê e seus navios em branco e vermelho. O mais antigo, ainda em operação, é o San Raphael, com 350 lugares e que leva o nome do fundador da empresa. Os outros dois barcos em operação pela Médio Tietê são o San Diego, para 400 pessoas, e o San Marino, com capacidade para 600 passageiros.

A partir do final da década de 70, as viagens ganharam mais conforto e o atrativo da eclusagem. Os barcos percorrem o rio em sentido à nascente e para vencer um desnível de barragem utilizam a eclusa, ou seja, o elevador de água. Os passeios revelam uma paisagem diferente da monotonia dos canaviais, com a presença de garças e outros pássaros, além da exuberância da mata ciliar.

A voltinha de navio dura de 1h30 a três horas, dependendo da disponibilidade do turista, e os preços variam de R$ 22,00 a R$ 45,00. O cruzeiro mais longo dá direito a uma refeição completa à bordo. No correr da viagem, o comandante fala um pouco sobre a hidrovia, explica o funcionamento da eclusa, e acaba contando algumas histórias “de pescador”.

Para quem opta pela viagem mais duradoura, o caminho das águas se estende até a outra direção do Tietê, a jusante. Ali, a cerca de 15 quilômetros do Porto, está a Fazenda Porto Santo Amélia, mais conhecida por ter hospedado o então Imperador do Brasil, Dom Pedro II. A fazenda data do final do século 19 e foi uma das principais produtoras de café do Estado. É pena a fazenda não estar (ainda) aberta a visitação. Mas Barra tem mais a oferecer dentro e fora d’ água, já que outras duas empresas fazem passeios.

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