Política

Licitação de plano de saúde reduz preço, três anos depois

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

A Prefeitura de Bauru poderá ter a oportunidade de pagar menos pelo atendimento privado de saúde do servidor. No pregão eletrônico realizado ontem a empresa Beneplan (ex-Tec-Seg) apresentou lance final de R$ 46,79 por contrato individual para o serviço, contra R$ 50,92 praticados atualmente. Apesar do valor ser 8% menos que o custo atual e o contrato estar “congelado” há três anos, a empresa que participou da licitação diz que será possível atender à demanda de 10 mil usuários sem prejuízo aos serviços.

A contratação da empresa que vai oferecer assistência médica aos servidores públicos municipais ainda depende do cumprimento de outras etapas previstas em lei. Quatro empresas participaram do certame. A melhor proposta foi apresentada pela Braga & Vera Saúde Sociedade Civil Ltda (hoje Beneplan), ao custo de R$ 46,79 per capita.

A segunda classificada foi a empresa São Francisco Sistema de Saúde (R$ 50,79) e a terceira foi a empresa Assistência Médica Hospitalar São Lucas (R$ 50,80), seguida da Unimed, que apresentou custo de R$ 57,90.

Atualmente, o plano de saúde contratado pela Prefeitura Municipal de Bauru atende 9.854 pessoas, incluindo titulares e dependentes. O custo mensal atual é de aproximadamente R$ 500 mil, dos quais R$ 350 mil são pagos pela Prefeitura. O servidor pode optar pela adesão ao plano e, neste caso, contribui com 4% do valor do salário bruto. A declaração da empresa vencedora depende da análise de documentação, para posterior declaração de vencedora, adjudicação e homologação pelo prefeito Tuga Angerami.

Avaliação da empresa

Na avaliação do sócio da empresa que ofertou o menor preço, Luciano Braga, a redução no valor não vai comprometer os serviços. “Hoje temos parceria com os serviços da Beneficência Portuguesa que não existiam no início do contrato atual. Mas outro fator relevante é que a prefeitura paga em dia desde janeiro de 2005. Ficamos os anos anteriores acumulando prejuízos porque a prefeitura não pagava e isso envolve custo. Agora temos segurança operacional e financeira”, comenta.

Segundo ele, a ampliação dos parceiros com a pulverização da carteira para o atendimento a 10.000 usuários justifica a redução nos custos, mesmo três anos depois. “Não dá para comparar esse custo per capita que apresentamos com custo individual de plano de saúde, porque temos a maior carteira de Bauru e para 10.000 clientes. Conhecemos a carteira, que é grande, e com os pagamentos em dia e as parcerias que fizemos temos condições de diluir o custo com os demais prestadores de nossos serviços. Temos poder de negociação muito maior com uma carteira desse porte”, acrescenta Braga.

Comentários

Comentários