Presidente do Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria de Bauru, Evaristo Gonzales vai ao Rio de Janeiro este mês para colaborar na coordenação da padaria que a Associação Brasileira da Indústria da Panificação e Confeitaria (ABIP) montou dentro da Vila Olímpica construída para os Jogos Pan-Americanos (Pan), na Barra da Tijuca.
“A ABIP está pedindo para os diretores de todo o Brasil fazerem um revezamento para poder ajudar nos trabalhos”, explica Gonzales, diretor da entidade. Segundo ele, a parte operacional da panificadora será coordenada por um gerente industrial que se encarregará da produção. “Os diretores devem servir de suporte e auxiliar caso seja necessário resolver algum problema externo à produção”, diz.
Gonzales ainda não definiu quando vai para Rio. Os jogos começam no próximo dia 13 e seguem até o dia 29. A ABIP solicitou que cada diretor passasse três dias na padaria, assim, o presidente do sindicato bauruense se prepara para ficar do dia 17 ao dia 20 na Capital fluminense, mas a decisão ainda depende de escala que será montada pela associação.
Para Gonzales, a experiência é nova. “Nem sabia que poderiam colocar uma padaria dentro da Vila Olímpica”, brinca, lembrando que quando o assunto são os jogos, sua experiência se resume a ter sido espectador das Olimpíadas de Barcelona, em 1992, na Espanha.
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Trunfo
A padaria montada pela ABIP fica dentro do restaurante de 6.800 metros quadrados construído na Vila Olímpica e que entrou em funcionamento na última segunda-feira. De acordo com Luiz Incao, chef do Hotel Copacabana Palace e responsável por comandar o restaurante, a padaria foi definida como o maior trunfo do lugar.
Em entrevista concedida recentemente ao jornal “O Estado de S. Paulo”, Incao diz que ter pão sempre fresco era um desafio porque se não pudesse ser feito ali, teria que entrar na vila apenas às 6h por uma questão de segurança. Com a padaria já instalada e prevista para funcionar 24 horas, os atletas vão poder comer pão recém-saído do forno quando quiserem.