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Live Earth vai à Justiça contra megashow no Rio

Folhapress
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A organização do Live Earth tenta derrubar a decisão da Justiça de proibir a realização do megashow neste sábado, dia 7, na praia de Copacabana, no Rio. O Ministério Público do Rio de Janeiro conseguiu na tarde de anteontem uma liminar na 4.ª Vara de Fazenda Pública que suspende a realização do show por entender que faltará segurança.

No sábado, o evento pretende reunir diversos artistas em oito cidades do mundo em prol da luta contra as mudanças climáticas, numa iniciativa do ex-vice-presidente norte-americano Al Gore e de Kevin Wail, o mesmo produtor executivo da série de shows Live 8, promovida em solidariedade a países da África. A partir das 16h, estão previstas apresentações de Lenny Kravitz, Macy Gray, Pharrell, Xuxa, O Rappa, Marcelo D2, Jota Quest, MV Bill, Jorge Ben Jor e Vanessa da Mata.

A Mondo Entretenimento, responsável pela organização do Live Earth, afirma que não havia sido notificada sobre irregularidades e começou ontem uma corrida na Justiça para tentar liberar o show. “Soubemos da liminar pela imprensa e agora o departamento jurídico da organização tenta chegar a um acordo com a Justiça para que os shows aconteçam”, informa a assessoria de imprensa do evento.

Uma maneira de derrubar a liminar seria adequar o evento às exigências de segurança. A organização afirma que “está trabalhando para garantir, de acordo com as normas estipuladas pelos órgãos competentes, a realização desse importante evento internacional”.

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Causas

A decisão judicial foi resultado da ação da promotora Denise Tarin, da 3.ª Promotoria do Meio Ambiente. A questão foi levantada pela Associação de Moradores dos Postos 2, 3, 4 e 5 de Copacabana, por entender que o show provocaria “sério problema” de segurança pública.

“Recebemos um ofício em que a PM informa que não dispõe de efetivo suficiente para garantir a segurança do público, estimado em 700 mil pessoas. Além disso, o chefe do Estado Maior da Polícia Militar, coronel Samuel Dias Dionísio, posicionou-se contrário ao evento porque os policiais desde ontem (anteontem) estão à disposição dos Jogos Panamericanos”, explica a promotora.

Denise Tarin afirma ainda que os organizadores do show não obtiveram o “nada opor” da PM, documento imprescindível para a realização do evento. “Era preciso também, de acordo com decreto estadual, que a realização de eventos artísticos, sociais e esportivos fossem levados ao conhecimento da PM com antecedência mínima de oito dias e terem a autorização da PM”, disse.

“É muito temeroso realizar um show para 700 mil pessoas às vésperas do Pan e também num momento em que os policiais estão envolvidos nos freqüentes confrontos no (complexo do) Alemão”, concluiu a promotora. A organização diz ter disponível 27 torres de observação e 20 plataformas para policiais realizarem a segurança do evento na praia.

Adriana Fricelli

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