Muito se discute a respeito das possíveis candidaturas para o pleito do próximo ano, ao qual a principal disputa é a cadeira de prefeito, no Palácio das Cerejeiras. Há quem apóie a vinda de “forasteiros” ou “pára-quedistas”, outros que defendem apenas a candidatura de pratas da casa.
Para um uso pleno da democracia, o justo seria uma eleição com canditados, sejam eles de onde venham, Agudos, Marília, Jaú, desde que por aqui façam mais do que os nossos santos de casa. Talvez tenhamos um ou outro vereador que saia como canditado a prefeito. Por que então galgar uma vaga no Executivo se fazem tão pouco como edis?
Hoje a Constituição coloca o Executivo à mercê do legislativo, e não vai ser um prefeito nascido por estas bandas que vai resolver o problema da nossa cidade. Muitos como eu, não são nascidos aqui, mas que vieram para cá ainda criança e se criaram por aqui, e somos hoje muito bauruenses, como qualquer outro natural daqui. Todo dia chegam novas pessoas em Bauru e são muitos os que saem também.
Tenhamos consciência de qual Legislativo iremos formar, pois são eles que votam a favor dos projetos, destino das verbas e conseguem investimentos para a cidade. O prefeito apenas sanciona ou veta, e mesmo após um veto o projeto volta para a Câmara e pode ser posto em prática. É isto o que determina a Constituição.
Não nos percamos em debates sobre quem será o melhor prefeito para Bauru, sendo que o grande problema está no Legislativo, onde os nossos santos de casa já não fazem milagre há tempos.
Marcelo Machado Pereira - RG 30.524.028-6