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Série C: Noroeste inicia difícil luta pelo acesso

Rodrigo Allegro
| Tempo de leitura: 2 min

O Noroeste inicia hoje, contra o Friburguense, às 19h30, em Nova Friburgo, a sua longa caminhada rumo ao principal objetivo de conquistar o acesso à Série B do Campeonato Brasileiro de 2008. Eliminado no ano passado, numa campanha apagada, a tarefa deste ano será longa e complicada. Times tradicionais do futebol brasileiro como Bahia, Juventus, Bragantino e Paysandu brigarão pelas quatro vagas ao acesso.

Nos últimos dois anos, o torcedor do Norusca acostumou a torcer por equipes montadas com altos investimentos pelo presidente Damião Garcia, principalmente em Campeonatos Paulistas. O Estádio Alfredo de Castilho foi palco recentemente de jogos emocionantes, com vitórias e derrotas do Alvirrubro e, de quebra, a torcida teve o privilégio de ver astros do porte de Edmundo, Tevez, Zé Roberto e Rogério Ceni.

Esses momentos mágicos haviam sido esquecidos da memória do noroestino, já que há exatos 20 anos, quando o Noroeste de Everton, Edinho, Vítor Hugo, Amarildo e Jacenir; Vadinho, Márcio Araújo, Lívio e Baroninho; Chico Espina e Rodinaldo, encheu os olhos da torcida e fez uma campanha irretocável no Paulistão, ganhando de Santos e Corinthians, no Alfredão, e perdendo apenas um jogo em casa para a Portuguesa.

Porém, voltando à realidade deste momento atual, Damião Garcia, após a falta, mais uma vez, de apoio dos empresários e da prefeitura, teve que reduzir os investimentos de forma radical.

Após reuniões com seu filho Fernando Garcia e o diretor de futebol Fábio Ribeiro, o Fabinho, a cúpula noroestina, que chegou a pensar em não disputar a Série C, disse sem rodeios à imprensa e aos torcedores que o clube participaria da competiçãocom um orçamento reduzido, jogadores da base e apenas reforços que se enquadrassem na nova filosofia do clube bauruense.

“Realmente a filosofia do Noroeste mudou para a Série C. O orçamento foi abaixo, por exemplo, das campanhas nos últimos dois Campeonatos Paulistas e isso refletiu na hora das contratações dos jogadores.

“Em alguns casos nós negociávamos com determinados atletas, mas, na hora do acerto final, a negociação esbarrava no salário”, revela o dirigente Fábio Ribeiro.

“Pelo orçamento passado pelo presidente Damião e o Fernando (Garcia) podem ter certeza que nós formamos um ótimo plantel”, explica o dirigente, que viveu dias de incerteza durante a montagem do time.

“Durante o acerto com os jogadores que foram contratados eu não escondi de ninguém que o orçamento era baixo, mas, por outro lado, eu disse que o atleta iria jogar num clube sério e que honrava seus compromissos”, complementa o dirigente.

Questionado em relação aos valores para o Alvirrubro disputar a Série C, Fabinho preferiu não falar em números, mas confirmou que foi bem abaixo dos últimos anos dourados do clube bauruense.

“Nós fizemos toda a previsão de gastos e trabalhamos em cima do que era possível fazer. Claro que o mais correto seria uma pré-temporada bem feita, jogadores contratados com antecedência para o Vítor Hugo trabalhar melhor, mas não foi possível desta vez”, conclui o dirigente noroestino.

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