Já é bem reconhecida a fama e os problemas de trânsito de Bauru. As notícias muitas vezes publicadas neste diário confirmam um problema de difícil solução. Envolve uma quantidade incrível de variáveis, dentre elas a educação e cultura do motorista em questão. Por outro lado, o condutor em Bauru é refém de problemas que são resultantes da caótica organização das vias, sentidos de ruas e, principalmente, os sinais de trânsito.
Basta percorrer algumas ruas de Bauru, preferencialmente as perpendiculares aos eixos Duque de Caxias e Rodrigues Alves. O condutor sofre com os “ tempos” programados em cada farol de trânsito. Quando é liberado para o percurso, logo na quadra seguinte o farol está no vermelho, impedindo assim a mobilização e efetivação de um fluxo racional de trânsito. Sem discutir, então, a economia de combustível, pois este “ segue e pare” em cada esquina só contribui com um consumo maior da gasolina.
Após várias reclamações dos usuários, comércio, políticos da cidade, conheceu-se uma modificação na marginal da Nações, sentido Shopping, na altura da agência Bradesco, que efetivou a colocação de um farol de trânsito, promovendo a tentativa de organização do trânsito no local. Medida acertada, porém, com logística sofrível. Basta um pequeno teste de tempo no local e percebe-se que - separados por uma quadra apenas - dois sinalizadores de trânsito têm tempos em atraso: quando um é liberado o outro tem um tempo retardado em cerca de 15 segundos. Um absurdo!
O trânsito, no local, já dá mostras de uma desorganização em relação às mudanças ali efetivadas. Providenciar alterações e verificar o sucesso delas é racional. Seria fundamental medidas que demonstrem a capacidade de organização, educação, inteligência e cultura para os usuários e não só medidas punitivas, demonstrando que o erro é unilateral. Assim a gente não aprende!
Paulo Estevão