Tribuna do Leitor

Será que vai sobrar alguém pra apagar a luz?


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Já não sei se o País está em crise ou se está em seu estado normal. Denúncias, renúncias, calúnias e outras únias já não nos espantam mais. É muito político pra poucas câmeras. Um quer se aparecer mais que o outro. E a impressão que dá é que não se importam como se aparecer. Se por feitos benéficos ou maléficos. O importante é se aparecer. No caso, a segunda opção está disparadamene à frente.

Vem o Roriz (Horroriz) e jura por tudo que é mais sagrado que é santo. Pede ajuda pra Santa, que mal sabe ele, que não acredita nele. Mas renuncia ao cargo. Ué, não deve mas renuncia. Ah, vai ver que é pra preservar a imagem de santo. (rs).

Pra falar a verdade, é tanta sacanagem, que nem sei mais em que operação estamos... Não vou citar o nome de nenhuma, pra não correr o risco de deixar uma meia-dúzia para traz. Essa sensação de que a PF prende e a Justiça solta provém de nosso ordenamento jurídico, que tem mais brechas do que casa de pau-a-pique. Necessário se faz uma reforma decente no nosso ordenamento jurídico, principalmente no nosso Código Penal.

Enquanto tivermos crimes que prescrevem, veremos constantemente manobras ousadas de nossos “dignos” corruptos, protelando os processos a fim de se safarem do mesmo e saírem impunes, de nariz erguido, dizendo: “Nada foi provado contra mim”, como já ouvimos muitas vezes do Maluf. E ainda tem gente que diz: “Ele rouba mas faz”.

Gostaria de deixar aqui minha admiração pelo trabalho da Polícia Federal, que resolveu, e bem lembrado, com total apoio do presidente Lula, escancarar e desarticular verdadeiras quadrilhas de políticos altamente corruptos e mostrar caras e nomes para nós cidadãos que, por falta de conhecimento ou interesse pela nossa política, os elegemos.

Não basta nos indignarmos e não reagirmos. É necessário que protestemos. Lembrem-se: o silêncio e o comodismo do cidadão é o que “eles” mais querem. Precisamos pressionar, sim. Aliás, estamos num país democrático. Pelo menos por enquanto.

Sei que não posso generalizar todos os políticos como desonestos. Mas que está mais fácil achar uma agulha num palheiro do que um políticos honesto está! Fica aqui meu desabafo. E espero que a imprensa seja, a cada dia mais, imparcial. E nos traga a realidade.

Fábio Márcio Sgorlon - estudante de direito

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