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A paixão pelos aromas

Daiana Dalfito
| Tempo de leitura: 1 min

Desde criança, ao ver a mãe e a tia se perfumarem em frente às penteadeiras espelhadas, a dentista e professora universitária Cláudia Helena Pontes, 52 anos, se apaixonou pelos perfumes. Naquela época da Cláudia menina, perfume era sinônimo de glamour e as mulheres não saíam de casa sem um bom aroma agarrado à pele.

Cláudia lembra de seus primeiros objetos de desejo, como o Dioríssimo, clássico da casa francesa Dior. Hoje, com mais de 150 itens em sua coleção a dentista reúne em seu armário fragrâncias clássicas e lançamentos arrebatadores: Madame Rochas, da casa Rochas; Shalimar, da maison Guerlain; e o proibido Champagne, de Yves St. Laurent, dividem espaço com os novos Armani Cold, Euphoria, de Calvin Klein e, o preferido entre os novos, Angel, de Thierry Mugler.

“Desde a adolescência que uso o Madame Rochas, não fico sem. Outro que não deixo é o Shalimar, usei tanto que este foi meu apelido durante um tempo”, conta Cláudia. Ela escolhe os perfumes de acordo com a hora, a intenção e seu estado de espírito: “Para dar um ‘up’ o Extravagance, da Givenchy, mais cítrico. Para seduzir, o clássico Channel Nº5. Acredito no bom senso para me perfumar e prefiro os com fundos doces, eles transmitem um pouco da minha personalidade”, diz.

Além de adoradora dos odores, a dentista ainda coleciona os frascos e entende da arte da perfumaria. Ela conta que o Poison, da Dior, foi considerado proibido e o Panthère, da Cartier, é afrodisíaco. No final da conversa, a dentista ainda sacou esta da lista de curiosidades que englobava a censura do perfume “Champagne”: “A fixação de muitos perfumes é feita com base em urina de rato”, conta.

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