Regional

Retorno do ‘feriadão’ foi tranqüilo

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 3 min

Apesar do grande movimento de veículos nas estradas ontem, retorno do feriado da Revolução Constitucionalista de 1932 foi tranqüilo e sem o registro de acidentes graves até cerca de 22h.

Segundo o Policiamento Rodoviário, o pico do tráfego de carros nas rodovias ocorreu entre 17h e 22h de ontem. Nesse período, o movimento chegou a ser classificado como “acima do normal”. Somente na rodovia Marechal Rondon, próximo à base do Policiamento Rodoviário em Bauru, os policiais rodoviários registravam a passagem, no sentido Interior-Capital, de 20 a 22 veículos por minuto, enquanto no sentido Capital-Interior o número era de cerca de 15 veículos por minuto.

A operação especial do Policiamento Rodoviário no feriado encerrou-se às 0h de hoje e os dados completos só serão divulgados hoje. No entanto, um balanço parcial da corporação, com dados apurados nos dias 6, 7 e 8, registrou a ocorrência de 119 acidentes na área do Batalhão do Policiamento Rodoviário de Bauru, cuja área de abrangência atinge cerca de 7 mil quilômetros de rodovias.

Vítimas

Desse total, 60 foram sem vítimas e 59 com vítimas, gerando 86 vítimas leves, 21 graves e duas fatais. O Policiamento Rodoviário também efetuou 1.507 autuações, 55 apreensões de veículos e 56 de carteiras de habilitação. Uma das vítimas morreu em um acidente no município de Mirante de Paranapanema após um veículo Gol, com placas de Suzano, ter capotado na rodovia Olímpio Ferreira da Silva (SP 272), no trecho entre Pirapozinho e o distrito de Cuiabá Paulista. Na mesma ocorrência, outras três pessoas ficaram feridas, duas delas com gravidade e a outra apenas com machucados leves.

Já a outra morte em rodovias durante o feriado ocorreu anteontem em Bauru, quando um atropelamento no trecho urbano da rodovia Marechal Rondon provocou a morte de João Roberto Pereira, 48 anos. Ele foi atingido por mais de um veículo ao tentar cruzar a rodovia na altura do quilômetro 343.

Segundo relato de testemunhas, a vítima havia acabado de sair de um baile de forró que estava sendo realizado em um pesqueiro às margens da rodovia. Durante o baile, Pereira teria se desentendido com outro participante que quis dançar com sua esposa. Depois que o princípio de tumulto foi controlado, Pereira permaneceu por algum tempo sentado do lado de fora do pesqueiro. Ao invés de voltar para o baile, ele teria decidido ir para casa, no Núcleo Mary Dota, sozinho, sem a esposa.

Bebida

De acordo com as testemunhas, Pereira havia exagerado na bebida e caminhava com dificuldade. Ao tentar atravessar a rodovia, em direção ao bairro onde mora, foi atingido primeiramente por um Fusca, placa BHK 9419, e depois por pelo menos mais um veículo que não foi identificado.

O motorista do Fusca, que pediu para não ser identificado, relatou que ele seguia pela pista no sentido Interior/Capital ao lado de um ônibus quando o homem surgiu na sua frente. Ele conta que o ônibus chegou a frear para evitar o choque, mas quando ele avistou a vítima, não teve tempo de desviar.

Pereira foi arremessado a alguns metros de distância e o Fusca foi parar no canteiro central da rodovia com sua lateral direita totalmente destruída pelo impacto do acidente. Depois de ser atropelado pelo Fusca, Pereira ainda foi atingido por outro veículo que o arrastou pela rodovia por alguns metros até o acostamento. De acordo com parentes da vítima, Pereira trabalhava em uma fábrica de baterias e deixa quatro filhos pequenos. O maior tem 14 anos e o menor, 1 ano e meio.

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