Nacional

Suplente de Joaquim Roriz deve adiar posse para agosto

Por Renata Giraldi e Gabriela Guerreiro | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - O suplente do senador Joaquim Roriz (PMDB-DF), Gim Argello (PTB-DF), estuda tomar posse apenas depois do recesso parlamentar do Congresso no mês de julho. A estratégia de Argello é aguardar que as denúncias que pesam contra ele saiam do foco, para que possa assumir o mandato sem ser o alvo de críticas de governistas e oposicionistas.

Apesar de ser acusado de desvio de recursos do Banco de Brasília (BRB) e grilagem de terras, entre outros crimes, o suplente de Roriz está disposto a provar sua inocência para assumir a cadeira no Senado.

“A situação dele (Gim Argello) é tranqüila. As denúncias que existem são todas inconsistentes. Ele (Argello) não responde a processo penal algum”, disse o advogado Paulo Goyaz, um dos defensores de Argello.

De acordo com Goyaz, Argello e Roriz mantêm um “ótimo relacionamento”. O advogado disse que os dois não romperam a amizade em decorrência da suposta quebra de acordo por parte de Argello - que não teria aceitado renunciar ao mandato tão logo Roriz tivesse anunciado sua decisão.

“Os dois (Roriz e Argello) são muito amigos. A idéia da renúncia coletiva não daria certo porque não teria efeitos práticos, como a convocação de uma nova eleição, afinal eles não poderiam concorrer ao cargo pleiteado”, afirmou o advogado.

Nos últimos dias, Argello disse que ficou “repousando” em sua fazenda, no interior de Goiás. O suplente retornou a Brasília ontem e ainda não marcou entrevista para prestar esclarecimentos públicos sobre as acusações que pesam sobre ele.

Posse

Argello tem o prazo de 90 dias para assumir a vaga no Senado. Roriz deixou o cargo depois de ser acusado de negociar dinheiro de origem ilícita com Tarcísio Franklin de Moura, ex-presidente do BRB, que foi preso pela Polícia Civil na Operação Aquarela.

O corregedor-geral do Senado, Romeu Tuma (DEM-SP), está disposto a abrir investigação sobre Argello quando ele assumir o cargo. Ex-deputado distrital, ele também é acusado de causar um prejuízo de R$ 1,7 milhão à Câmara Legislativa do Distrito Federal, além de responder a denúncias de que teria recebido propina. Foi divulgado em 2002 um vídeo em que um deputado distrital diz a outro que Argello recebeu 300 lotes em troca de apoio à aprovação de lei que regularizava o condomínio Alto da Boa Vista, em Brasília.

Outra pendência jurídica que o suplente de Roriz enfrenta é um inquérito no Tribunal Regional Federal (TRF-1) da 1ª Região sob a suspeita de crime contra o sistema financeiro nacional. Consulta ao site da Receita Federal confirma que ele tem pendência com o fisco.

Comentários

Comentários