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Copa América: Nos pênaltis, Brasil vence e está na final

Folhapress
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Maracaibo - Depois de enfrentar dificuldades na primeira fase e não convencer, a Seleção Brasileira assegurou ontem, na cidade de Maracaibo (Venezuela), vaga na final da Copa América. A vitória sobre o Uruguai, um adversário tradicional e que costuma complicar, foi nos pênaltis, sofrida, por 5 a 4, depois de empate por 2 a 2 no tempo regulamentar.

Nos pênaltis, Robinho, Juan, Gilberto Silva, Diego e Gilberto marcaram para o Brasil -Fernando e Afonso erraram. Scotti, González, Cristian Rodriguez e Abreu anotaram os gols uruguaios, enquanto Pablo Garcia, Forlán e Lugano erraram. A vitória de ontem foi uma repetição da edição da Copa América de 2004.

Há três anos, na edição disputada no Peru, o time brasileiro estava em situação semelhante quando teve de enfrentar os bicampeões mundiais. A partida terminou empatada em 1 a 1 e a seleção então comandada por Carlos Alberto Parreira - que, como Dunga, buscava uma renovação- levou a melhor nos pênaltis: 5 a 3.

Depois de passar pelos uruguaios, a Seleção Brasileira empatou novamente com a Argentina, na final, e mais uma vez levou a melhor na decisão por pênaltis. O adversário do Brasil na decisão marcada para domingo sai do confronto entre México e Argentina, hoje.

A Seleção vai entrar em campo por seu oitavo título de Copa América —venceu em 1919, 1922, 1949, 1989, 1997, 1999 e 2004. Satisfeito com a goleada por 6 a 1 sobre o Chile na fase anterior, Dunga manteve os onze titulares.

A defesa teve Doni, Maicon, Alex, Juan e Gilberto; Gilberto Silva, Mineiro, Josué e Júlio Baptista formaram o meio, enquanto Vágner Love e Robinho iniciaram no ataque. No uruguaio, além do zagueiro Lugano, ex-São Paulo, o técnico Oscar Tabarez apostava no atacante Diego Forlán.

Logo aos 13 minutos, o Brasil chegou ao gol. Mineiro recebeu a bola perto da entrada e bateu forte forte. O goleiro Carini defendeu parcialmente e, no rebote, o lateral Maicon aproveitou para chutar rasteiro e marcar. Pouco depois do gol brasileiro, o jogo precisou ser interrompido por falta de energia.

Após 12 , o confronto foi retomado com o Brasil levando sufoco e precisando das defesas de Doni para se segurar. Aos 41min, por exemplo, Forlán recebeu na entrada da área e bateu forte, cruzado, no alto, mas Doni se esticou e fez uma defesa espetacular.

Dois minutos depois, o goleiro brasileiro voltou a trabalhar num chute de Recoba. Aos 49, no entanto, o goleiro brasileiro falhou ao tentar cortar um cruzamento. A bola sobrou para Forlán, que bateu forte para empatar a partida. Apesar da pressão, o Brasil conseguiu terminar o primeiro tempo em vantagem. Maicon levantou a bola da direita e Júlio Baptista apareceu livre para completar para o gol..

No começo da etapa final, o Brasil quase ampliou numa cobrança de falta de Robinho, mas o goleiro Carini defendeu e evitou o gol. Os uruguaios foram mais eficientes. Aos 24, após cruzamento da esquerda, Forlán cabeceou e Abreu se esticou para empurrar para o gol - a bola ainda tocou em Doni antes de entrar.

Dunga, vendo a possibilidade dos pênaltis, mudou a equipe. Entraram Diego, Fernando e Afonso nas vagas de Josué, Júlio Baptista e Vágner Love. Pouco depois de entrar, Afonso reclamou de um pênalti de Lugano, mas o árbitro Oscar Ruiz (Colômbia) nada marcou. O jogo foi para os pênaltis, e o Brasil levou a melhor.

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