O primeiro passo para a educação financeira é ajudar a criança a compreender a diferença entre a necessidade e o desejo. Com isso, ela poderá optar de forma mais consciente sobre seus gastos e opinar sobre as finanças da família.
É interessante fazer com que a criança participe das compras, desde a ida ao supermercado até a compra de um produto mais caro e, com isso, estabelecer um diálogo que possibilite a compreensão da importância do dinheiro ser bem aplicado.
Uma boa maneira de ensinar as crianças a controlar sua vida financeira é a conhecida mesada. Os economistas orientam que os pais devem disponibilizar certa quantia mensal para os filhos administrarem. A quantia e os itens adquiridos pelas crianças ficarão a cargo dos pais e dependerão da situação financeira da família.
“O importante é que eles fiquem dentro do orçamento, independentemente do que vai estar incluído. Que conheçam os limites”, afirma Mauro Gallo. “Famílias de maior renda chegam a incluir as contas de telefone celular. Já as que têm o orçamento menor podem deixar a cargo dos filhos o uso do dinheiro para o lanche da escola”, exemplifica. Outro fator importante é orientá-los que, mesmo em uma sociedade voltada para o consumo, eles não podem ter tudo o que desejam.
Também é importante ensinar noções básicas de economia, como por exemplo, como funcionam as promoções e o que são os juros e, ainda, as vantagens do pagamento à vista. Os pais devem despertar o senso crítico de seus filhos para que eles saibam fazer as opções mais vantajosas e não se deixem seduzir pelas propagandas.
No caso de adolescentes que começam a trabalhar, é interessante que eles tenham uma conta bancária que possam controlar. Mais interessante, ainda, é aprenderem a guardar dinheiro e depositar numa poupança. No entanto, para que isso aconteça, os pais devem orientá-los a gastar menos do que ganham. No entanto, Gallo enfatiza que é só uma sugestão, pois esteja o dinheiro no banco ou na carteira, deve ser bem administrado.