O secretário do Meio Ambiente, Rodrigo Agostinho, explica que para cada atividade licenciada pela Semma existe uma série de diretrizes que devem ser obedecidas. As oficinas mecânicas devem destinar corretamente o óleo decorrente do trabalho com os veículos.
Para evitar poluição sonora, as casas noturnas devem instalar isolamento acústico e concreteiras, por exemplo, são obrigadas a despejar entulhos no local apropriado.
“Desde que o Código Ambiental entrou em vigor, muitos segmentos melhoraram visivelmente”, avalia Agostinho. Mesmo assim, as reclamações continuam aparecendo. Na semana passada, uma padaria do Jardim América foi criticada por seus vizinhos, depois que uma funcionária lavou a caixa destinada ao armazenamento de gordura e o óleo foi parar na rua.
De acordo com o proprietário da empresa, a funcionária é nova no estabelecimento e não sabia que a caixa não podia ser lavada. Ele afirma que toda a gordura produzida pela padaria é coletada por uma empresa que faz o seu reaproveitamento. Segundo Agostinho, o código deixa claro que essa gordura não pode parar nas galerias nem no esgoto da cidade.
Em estabelecimentos que não precisam de licenciamento, Agostinho lembra que o cuidado ambiental deve ser mantido. “O lixo não deve ser queimado, entulhos não podem ser jogados em qualquer lugar – a prefeitura tem um local correto para a sua destinação. Além disso, resíduos como os de lava-carros e óleo, não podem ser jogados na rede de esgoto e nas galerias”, ressalta.
Ontem, moradores do Jardim América entraram em contato com o Jornal da Cidade para reclamar de um salão de cabeleireiro que estaria jogando seu lixo num terreno próximo ao estabelecimento.
Procurados pela reportagem, os responsáveis pelos salão garantiram que todo o lixo produzido é embalado e colocado para a coleta em frente ao local. Eles acreditam que catadores de recicláveis acabam abrindo os sacos para procurar sucata e jogam o que não precisam no terreno.