Regional

MP denuncia acusado de mandar matar um jornalista em Marília

Diário de Marília
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Marília - João Simão Neto foi denunciado por quatro promotores acusado de mandar contratar um matador para atentar contra o jornalista José Ursílio, do Diário e das rádios Dirceu AM e Diário FM. O Juízo da 2.ª Vara Criminal de Marília aceitou a denúncia e marcou para o dia 19 de julho, no prédio do Fórum de Marília, o interrogatório de João Simão Neto. Ele será ouvido exatamente um ano e um dia depois do crime.

Simão Neto foi denunciado acusado de comandar o crime, sob promessa de pagamento pela morte do jornalista, e de ajudar a esconder a execução após os erros cometidos pelo acusado do crime, Evandro Quini.

Com ele, vai estar no banco dos réus outro acusado, Ademilson Domingos de Lima, vulgo Lima ou Luma, que já está preso por implicação nos crimes revelados pela Operação Oeste da Polícia Federal e do Ministério Público Federal.

O processo contra João Simão e Lima - o Luma - é resultado de quase um ano de investigação da Polícia Federal e da atuação da Procuradoria da República em Marília e o Ministério Público Estadual.

Entre as testemunhas arroladas pelo Ministério Público figuram o delegado da Polícia Federal Júlio Baida e o motorista Almir Adauto Marcelo, que acabou sendo a vítima do crime quando o atirador confundiu o alvo.

A audiência para depoimento das testemunhas ainda não foi marcada. Lima, que está encarcerado no presídio de Tremembé, deve receber em poucos dias a ordem para comparecer à Justiça de Marília no dia 19. A instrução do processo poderá levar João Simão e Lima para julgamento pelo Tribunal do Júri Popular, em data ainda indefinida.

Evandro Quini e Luverci Luque, acusada de ser o elo entre os contratantes e o atirador, também podem ser levados a Júri Popular.

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