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Policiais ameaçam entrar em greve

Folhapress
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São Paulo - Policiais civis e militares de todo o Estado de São Paulo prometem para amanhã uma paralisação em quase todas as unidades e bases da PM, além de manifestações. Segundo as lideranças do movimento, a greve busca melhores condições de trabalho. Policiais civis garantem que haverá paralisação em quase todas as delegacias.

Órgãos como Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e Instituto Médico Legal (IML) funcionarão com apenas 30% do contingente - mínimo exigido por lei em caso de greve de serviço essencial. Aos presos em cadeias públicas, serão suspensos banhos de sol e visitas, inclusive de advogados.

Já as mulheres de policiais militares - que são proibidos de entrar em greve - prometem bloquear uma das marginais de São Paulo depois de uma passeata, que deve sair da frente da sede da Secretaria da Segurança Pública, no centro. Haverá ainda protestos na frente de batalhões e nos outros órgãos da PM. A greve foi planejada por uma comissão, composta por sindicatos dos investigadores, delegados, escrivães e associação de mulheres de PMs.

Um dos líderes da comissão, João Batista Rebouças - presidente do Sindicato Investigadores Polícia do Estado São Paulo - estima adesão de 80% dos policiais do Interior do Estado e 50% na Capital. “Chegamos num ponto que trabalhar como policial é viver de bicos”, diz Rebouças.

Amanhã, segundo ele, serão suspensos todos os registros de boletins de ocorrência - exceto em casos de flagrante ou remoção de cadáveres. Serão interrompidos também os serviços de investigação. Os IMLs não deverão fazer exames de corpo de delito. A emissão de carteira, exames e licenciamento de veículos, feitos pelo Detran, obedecerão escala de 30% do pessoal.

Os sindicatos da Polícia Civil elaboraram uma cartilha sobre os procedimentos a serem adotados pelos grevistas. Nele, eles aconselham aos policiais militares a aderirem ao movimento “Cana Zero”, evitando prisões, exceto em casos de crimes hediondos.

Mulheres de PMs batizaram de Olga a onda de protestos que programaram para quinta-feira. No maior deles, prometem fechar uma das marginais. De acordo com a professora Adriana Borgo, representante da Associação das Famílias de Policiais de SP (Afapesp), cerca de 180 mulheres de policiais da região de Campinas (95 quilômetros de SP), devem se juntar às mulheres de PMs da capital e fazer uma passeata. A operação Olga, faz alusão à comunista Olga Benário, pela “luta e amor ao marido”, segundo Adriana. Outros órgãos da PM, como a Associação dos Oficiais da Polícia Militar (AOPM), também devem aderir.

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