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Grupo Telefónica oferece US$ 4 bi pelo controle da operadora Vivo

Folhapress
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São Paulo - O grupo espanhol de telecomunicações Telefónica ofereceu 3 bilhões de euros (US$ 4,08 bilhões) à Portugal Telecom pelo controle exclusivo da operadora de telefonia celular Vivo, a maior do setor Brasil, segundo reportagem do diário britânico “Financial Times”’. A Telefónica aguarda uma resposta da companhia portuguesa até agosto.

O presidente da Telefónica, César Alierta, disse ao “FT”, em reportagem publicada na noite de anteontem que o foco da empresa é o crescimento, após uma série de aquisições na Europa e na América Latina. Ele prevê uma consolidação na Europa das principais companhias telefônicas em diferentes países e não descarta a possibilidade de a Telefónica vir a controlar a Telecom Italia. Telefónica e Portugal Telecom têm 50% cada uma da Vivo.

Em maio, a Telefónica informou que fechou o primeiro trimestre do ano com um lucro líquido de 1,257 bilhão de euros (cerca de R$ 3,7 bilhões), 7,7% a mais que no mesmo período de 2006. A Portugal Telecom não comentou a notícia, disse o “FT”.

No mês passado, o presidente da Portugal Telecom, Henrique Granadeiro, negou que a empresa tenha planos de vender sua participação na Vivo. “Nunca dissemos que queremos vender a Vivo nem que estamos energicamente à procura (de uma alternativa à Vivo)”, afirmou Granadeiro à época segundo a agência de notícias Lusa.

Ele afirmou ainda que o grupo continua “empenhado’’ no futuro da Vivo. Granadeiro ainda esteve no Brasil em audiências com o ministro das Comunicações, Hélio Costa, e o presidente da Anatel, Plinio Aguiar, para reafirmar o empenho e interesse da Vivo em participar nos leilões de freqüências para operar em Minas Gerais e no Nordeste. “Estamos neste momento envolvidos num processo muito importante para a Vivo”, disse Granadeiro.

Na Europa, a Telefónica é a maior acionista da Portugal Telecom. Assim, caso a oferta de compra da Vivo seja aceita pelos portugueses, seria possível que os espanhóis se desfizessem de parte de suas ações na operadora portuguesa - algo em torno de 10%, calculam analistas do setor.

O presidente da Telefónica disse ainda que, caso o negócio com a Portugal Telecom seja concretizado, não tentará fundir as operações da Vivo com as da TIM Brasil, devido a possíveis objeções dos órgãos reguladores. Em maio, um consórcio formado pela Telefónica espanhola e grupos italianos anunciou a compra da Olímpia, controladora da Telecom Italia, por 4,1 bilhões de euros.

O consórcio terá, indiretamente, 18% do capital da tele. Como a Telefónica já tinha 5% do capital da Telecom Italia, adquiridos anteriormente à compra da Olimpia, o grupo espanhol ficará com uma participação final de cerca de 10% das ações da Telecom Italia e terá dois representantes no conselho de administração da empresa, de um total de 19. A TIM Brasil e a Vivo, no entanto, poderiam partilhar da infra-estrutura de telefonia móvel no Brasil, disse Alierta.

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