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Horário reduzido para vistoria de carros custa diária a mais no pátio

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 3 min

Ter o veículo apreendido é sinônimo de dor de cabeça para o motorista. Além de ter que colocar a documentação em dia ou arrumar defeitos que motivaram a apreensão, retirar o carro ou motocicleta do pátio onde eles permanecem até a regularização pode ser bastante trabalhoso, além de pesar no bolso. Apenas um agente policial é encarregado da vistoria dos veículos e ele só pode fiscalizar os carros e motos do pátio a partir das 16h. Como o estabelecimento fecha às 17h, fica bastante difícil para o cidadão retirar o carro no mesmo dia da vistoria.

O horário de funcionamento do pátio, que recebe uma média de 150 veículos apreendidos por dia, é das 9h às 11h e das 13h às 17h. De acordo com o administrador do pátio, Mário Martins, o horário é estabelecido por uma portaria do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran). “E no início, o pátio ainda funcionava em horário bancário, até as 16h”, lembra.

O agente policial e vistoriador da Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran), José Roberto Medeiros Nogueira, trabalha das 8h às 11h30 e das 13h30 às 16h verificando os veículos que chegam para regularização na Ciretran. Às 16h, ele vai até pátio vistoriar os veículos apreendidos para serem liberados. Com os relatórios em mãos, ele retorna à Ciretran por volta das 17h, para que o delegado autorize a liberação dos veículos checados.

Como o pátio fecha às 17h, é praticamente impossível que o proprietário do veículo que acabou de ser vistoriado consiga retirá-lo do pátio no mesmo dia. E os motoristas acabam tendo que pagar mais um dia de estadia. Outro problema é que a Ciretran mantém apenas um vistoriador para todo o trabalho. O conflito de horários e a falta de outra pessoa para os serviço acabam pesando no bolso do motorista.

Um motorista que pediu para não ser identificado entrou em contato com o Jornal da Cidade relatando que teve sua motocicleta apreendida por causa da documentação, que estava vencida, num domingo. Ele só conseguiu retirar o veículo na segunda-feira da semana seguinte. Ele conta que na quarta-feira, depois da apreensão, pagou as taxas e solicitou a vistoria para o dia seguinte. “O vistoriador não pode ir e eu só pude tirar a moto na segunda-feira à tarde. Tive que pagar mais três dias no pátio por causa disso”, relata.

Na opinião do motorista, o pátio deveria funcionar em horário mais eslástico e a Ciretran precisaria de mais funcionários para a liberação dos veículos. Uma alternativa sugerida é que o vistoriador fosse mais cedo ao pátio. Para o diretor da Ciretran, o delegado Adib Jorge Filho, se o vistoriador se dirigir ao pátio no início da tarde, os pedidos de verificação que entrarem depois do almoço ficariam para o dia seguinte, o que só aumentaria o problema.

Mas delegado, o vistoriador e o administrador do pátio ressaltam que basta manter o veículo com a documentação em dia e sem irregularidade, que o transtorno será evitado desde o início. "A pessoa que cumpre a legislação não tem problema nenhum. Aquele que contraria e comete infrações, está sujeito a isso”, pondera o delegado.

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