Polícia

Após choque, pintor é espetado no portão

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

O pintor Valdeci Apolinário de Andrade, 51 anos, sofreu um acidente que quase lhe custou a vida na manhã de ontem. Ao mexer na rede elétrica de sua casa, ele tomou um choque e caiu nas hastes do portão da residência. Uma das barras perfurou a sua pele, bem abaixo da axila e, para socorrê-lo, uma equipe do Corpo de Bombeiros teve de serrar três hastes do portão.

Desempregado, Andrade trabalha fazendo bicos e mora com a mãe numa casa da rua Joaquim Gonçalves Soriano, na Pousada da Esperança 1. Ontem, por volta das 11h30, enquanto a sua mãe trabalhava como faxineira fora de casa, o pintor decidiu mexer na fiação da rede elétrica na entrada da residência. Sem proteção, acabou tomando um choque, perdeu o equilíbrio e caiu em cima do portão.

O pintor teve a sua pele perfurada e ficou preso às barras. Os bombeiros foram chamados e tiveram que serrar boa parte da grade para poder levá-lo ao Pronto-Socorro Central (PSC). De acordo Fabiana, filha do pintor que mora a duas quadras de onde ocorreu o acidente, ele ficou cerca de 40 minutos espetado na barra, até ser resgatado.

No PSC, a grade foi removida do corpo. “Graças a Deus, não quebrou nenhum osso e nenhum órgão foi perfurado”, conta a filha. A sorte de Andrade foi grande. A barra só perfurou a sua pele, atravessando a poucos centímetros de distância de órgãos vitais. “Isso é o que dar fazer coisa errada. Fiquei lá, como se fosse um peixe fisgado. Podia ter batido a cabeça, furado o pulmão, o coração, mas escapei com vida”, disse Andrade à reportagem do Jornal da Cidade.

Já com os curativos feitos após a sutura do corte, Andrade estava em uma maca no corredor do PSC. Embaixo do leito, estava amarrada a grade que foi serrada de seu portão. Segundo Fabiana, o pai teria alta ainda ontem, já que o ferimento, apesar do grande risco do acidente, foi leve. “Ainda bem que a minha avó não estava em casa. Ela já 72 anos e sofre de problemas do coração. Se ela tivesse visto como meu pai ficou gritando de dor, teria passado mal”, diz.

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