A regional Bauru da Fundação Nacional do Índio (Funai) ainda está sem interventor, portanto, continua sem quem assine pelo expediente, embora os funcionários estejam cumprindo horário de trabalho. A unidade, que passou por uma ocupação de lideranças índigenas, está parada, acéfala, diz Arnor Gomes de Oliveira, funcionário de carreira. “O serviço fica parado porque não tem funcionário nomeado para assinar.”
O órgão com sede em Brasília havia prometido divulgar o nome do interventor esta semana, mas ontem informou que alguns nomes estão sendo pesquisados. “O processo é demorado porque depende do resultado de pesquisas feitas junto a outros órgãos públicos, como o Ministério da Justiça, Casa Civil e outros.”
O impasse foi criado no mês passado quando lideranças indígenas das aldeiras de Avaí e representantes de aldeias dos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro ocuparam a regional de Bauru para reivindicar o afastamento do então administrador Newton Machado Bueno.
O funcionário foi afastado do cargo de administrador e continua trabalhando no órgão como funcionário de carreira e desde então a regional não tem quem responda pelo expediente.