Política

Fundação pede urgência para o plano de carreira

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

A Fundação de Previdência (Funprev) vai defender junto aos vereadores a urgência e necessidade da aprovação do projeto de lei que está na pauta da sessão extraordinária da próxima segunda-feira que prevê a criação de cargos administrativos e de plano de carreira e salários.

A criação de cargos como de médico perito, economista e auxiliares administrativos é bem recepcionada por parte do Legislativo, mas a inclusão de plano de carreira gera polêmica. Para o presidente da Funprev, Gilson Gimenez, o projeto estabelece as necessidades para que o órgão consiga “se estruturar com a chegada de mais de 1.200 aposentados e o novo sistema que começa a ser gerido dentro da fundação desde sua criação há alguns anos. Sem essa estrutura não será possível organizar a gestão e responder às exigências do sistema”.

Entretanto, o presidente reconhece que ao invés de optar pela solicitação de um cargo de procurador jurídico, um economista, um médico perito e três auxiliares administrativos, a proposta foi ampliada para incluir o plano de acesso à carreira. “Temos de acompanhar o plano de carreira do Município e precisamos desses cargos por questão de estrutura mesmo, de carência. A previsão dos cargos na carreira não significa que serão preenchidos, mas precisamos ter a estrutura para permitir estímulo, motivação à carreira para uma fundação criada há poucos anos e que já absorve estrutura crescente de aposentados e pensionistas”, argumenta.

A questão é que, ao invés das seis funções originais, o plano de carreira acaba propondo que a estrutura atual de 14 efetivos possa ser preenchida com 27 vagas, praticamente o dobro. A fundação teria gasto com pessoal de R$ 107 mil com a estrutura.

Separada da discussão sobre plano de carreira, a Funprev depende dos seis cargos administrativos listados para ter condições de gerenciar a folha de aposentados antigos, cujos pagamentos ainda estão sendo feitos somente mediante o envio do valor pela prefeitura. A administração do órgão pediu que a situação permanecesse assim até janeiro de 2008, com a prefeitura informando os valores a serem pagos, até que os cargos listados fossem criados e preenchidos por concurso.

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