São Paulo - Rogério Ceni, capitão e artilheiro do São Paulo do Brasileirão, garante: dá no mesmo vencer o Corinthians ou qualquer outro adversário. “Para mim, a motivação é sempre a mesma”, diz o camisa 1, autor de três dos nove gols do São Paulo na competição.
O discurso de Rogério Ceni traduz o que pensam todos os outros jogadores do clube do Morumbi. Com exceção de Leandro, que afirma sentir mais raiva quando enfrenta o Corinthians, os demais, ao menos da boca para fora, não estão nem aí para o rival de hoje.
Ninguém se importa com o fato de o São Paulo não perder o clássico há mais de quatro anos. “O que importa é somar três pontos e não deixar o líder escapar”, diz o zagueiro Miranda. Mas a frase poderia ser atribuída a qualquer outro. “Tabu não entra em campo”, acrescenta o ala Ilsinho, que enfrenta o Corinthians pela primeira vez na carreira.
O atacante Dagoberto também não encara o clássico como grande oportunidade de finalmente “explodir” como craque do time no Brasileirão. “Não tenho nada para mostrar para ninguém. Isso não tem nada a ver. Não tem isso de mostrar o valor contra o Corinthians”, se defende.
A indiferença em relação ao rival não se alterou nem com os recentes problemas envolvendo a MSI. “Questões de diretoria, de administração não entram em campo”, desconversa o técnico Muricy Ramalho. A maior preocupação do São Paulo é com o horário inusitado, que motivou a pouca procura por ingressos. “Sábado à noite é brincadeira”, resmunga Muricy. “Isso é horário de sair para comer pizza.”