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Copa América: Calor é trunfo brasileiro contra argentinos

Folhapress
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Maracaibo - A Argentina tem liquidado os adversários no segundo tempo, mas na final da Copa América, no domingo, contra o Brasil, enfrentará um outro adversário: o forte calor de Maracaibo. Os argentinos fizeram todos os seus cinco jogos (cinco vitórias), até agora, à noite. A final de amanhã, que acontecerá na cidade que é tida como a mais quente da Venezuela, começará às 17h05 no horário local.

“Tomara que isso não nos afete”, já disse o ala-direito argentino Zanetti. Em Maracaibo, a temperatura tem batido com freqüência nos 40ºC. A previsão mais baixa aponta 28º C no início do jogo. A Argentina, por precaução, tem feito treinos desde que chegou à Venezuela depois das 18h, com o sol mais ameno. E tiveram um dia a menos de descanso que os brasileiros (jogaram na quarta).

Fisicamente, o rival está tão bem quanto tecnicamente. Prova disso é que quase 70% dos gols do time na Copa América foram marcados no segundo tempo (11 dos 16 marcados). A Argentina já saiu atrás no marcador contra EUA e Colômbia e sofreu contra Peru e México no mata-mata na primeira etapa. “Creio que estamos rendendo a mesma coisa”, diz Heinze, defensor que fez aos 45 minutos da etapa inicial o gol da equipe contra os mexicanos.

O Brasil, por sua vez, dividiu com igualdade seus gols no torneio - foram seis na primeira etapa e seis no segundo tempo. A equipe do técnico Dunga, que tem treinado normalmente às 17h, já atuou nesta Copa América à tarde (em Maturín). “Temos que jogar compactos contra a Argentina”, falou, ontem, o treinador da Seleção Brasileira ao ser indagado se seu time jogaria mais aberto ou nos contra-ataques amanhã.

O auxiliar técnico da Seleção, Jorginho, já destacou o crescimento da Argentina no segundo tempo. “Quando conseguiram o primeiro gol contra o México, depois tiveram mais espaços no segundo tempo.” Tevez, ex-atacante corintiano, está ávido para vingar a derrota na final de 2004, mas disse que seu time precisa se dosar. “Não podemos sair para matar o Brasil logo cedo”, disse ele.

Os titulares brasileiros fizeram só exercícios leves ontem. Desde o início da disputa, se mostram bem adaptados ao calor. “Somos brasileiros, estamos acostumados”, diz Helton. Curiosamente, nos últimos dias, Buenos Aires viu neve pela primeira vez em décadas.

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, falou anteontem na Venezuela também sobre temperatura ao responder sobre o veto recente da entidade à altitude. “É preciso estudar bem onde e quando se pode jogar futebol para não haver prejuízo à saúde dos jogadores. Não se trata apenas de altitude, mas da neve, do horário dos jogos, tudo”, disse.

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