Arranca-rabo é uma discussão, uma briga de muitas pessoas. Antigamente, nas batalhas, arrancar o rabo do cavalo do inimigo era uma façanha extraordinária. Um oficial do faraó Tutmés III (1504-1450) a.C.) se orgulhava tanto de ter cortado a cauda da montaria do rei inimigo que a proeza ficou inscrita no seu epitáfio.
A mania chegou a Portugal e ao Brasil. Por aqui, virou prática de cangaceiro, que descaudavam os gados das fazendas para humilhar os proprietários.
Vitorino Carneiro da Cunha, parente do escritor José Lins do Rêgo, ficou conhecido como “Papa rabo”, por ter mandado cortar a cauda do cavalo. Pelo menos, era essa a explicação que ele dava à mulher.
Fonte: A Casa da Mãe Joana. Enviado por Cirso Mendes Silveira