O pequeno Carlos Eduardo Guimarães, bebê de apenas 10 meses portador de duas síndromes raras, faleceu anteontem em Brasília depois de passar por dois hospitais em Taguatinga. Carlinhos esteve em Bauru recentemente para passar por tratamento no Centrinho, onde teve alta médica há cerca de uma semana.
Segundo Keila Maria da Silva, tia de Carlinhos, o drama do bebê começou na última quarta-feira quando ele passou mal e foi levado até um hospital de atendimento infantil, local onde o menino nasceu. Ele estava com febre e foi medicado, sendo liberado em seguida.
No dia seguinte, na quinta-feira, o estado de saúde da criança piorou e ela foi levado ao Hospital Regional de Taguatinga, cidade satélite de Brasília, onde mora a família de Carlinhos. “Nós trouxemos ele para casa e quando começamos a dar o remédio (que a médica receitou), ele começou a passar mal. Levamos para o Hospital Regional e, quando chegamos lá, já internaram”, relata Silva.
Ela lembra que o bebê tinha dificuldades para respirar e que a mãe, Marcilene Lira Guimarães, 27 anos, pediu para que o entubassem e o internassem na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). “Os médicos disseram que não tinha vaga na UTI”, afirma a parente de Carlinhos.
Até o fechamento desta edição, o corpo de Carlinhos não tinha sido liberado pelo hospital porque o médico havia solicitado autópsia. “Não deram previsão de quando vão liberar o corpo. Eles resolveram fazer a autópsia depois que viram a imprensa no local”, comenta a mãe do bebê por telefone, muito abalada com a morte do filho.
Conforme o JC noticiou na semana passada, Carlinhos é o segundo filho de Marcilene. Ele era portador de duas sídromes craniofaciais raras e associadas, a síndrome de Treacher Collins (uma das 15 mais comuns) e a Seqüência de Pierre Robin (mais usual e apresentada em uma a cada mil crianças). Associadas, as patologias provocam complicações alimentares, respiratórias, cardíacas e renais, além de problemas na audição.