Economia & Negócios

Autonomia é ponto positivo

Dayran Carvalho
| Tempo de leitura: 1 min

O registro em carteira, com seus benefícios, não foi suficiente para fazer com que Alberto Pacheco ficasse satisfeito ao exercer a profissão de comissário em uma empresa de ônibus. Ele foi atraído pela liberdade que poderia ter administrando seu próprio negócio. “Sou o meu patrão e adoro isso. Só dependo de mim mesmo e tenho liberdade para tomar minhas próprias decisões”, diz.

Da mesma maneira que Joselito, ele também não gosta da idéia de ser subordinado a outras pessoas. Então, Pacheco vendeu alguns bens que possuía e abriu um Disk Cervejas. “Agora estou muito feliz. Não importa se tenho que trabalhar aos sábados e domingos, pois agora estou investindo no que é meu”, declara.

Pacheco também cita a proximidade dos clientes como uma relação que faz bem para o negócio e para ele enquanto ser humano. “Mesmo morando em outro bairro, já me sinto parte daqui”, diz. “A minha relação com os clientes é tão boa que até já fiz algumas modificações no estabelecimento para atender as necessidades deles”, conta Pacheco.

A proposta inicial era só vender cervejas por telefone, mas os clientes sugeriram que ele comercializasse alguns produtos alimentícios. “Procurei me adaptar às necessidades da minha clientela. É muito mais fácil para os clientes comprarem produtos aqui do que percorrer seis quadras até o supermercado mais próximo”, explica.

A liberdade de tomar decisões e determinar horário de trabalho também agrada o comerciante Alcides Ribeiro, que trabalha no comércio há anos e, atualmente, é dono de uma lanchonete. “O comércio é um ramo no qual você não depende de ninguém e tem dinheiro toda hora. Não que a renda seja alta, mas o comerciante não precisa esperar o dia do pagamento”, brinca.

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