Tel Aviv - Shimon Peres, 84 anos, assumiu ontem a presidência de Israel, transformando-se no nono presidente do país. Ele assume após um escândalo que tirou do cargo seu antecessor, Moshe Katsav, ex-presidente que renunciou no final de junho depois de acusações de abuso sexual.
Ele foi substituído interinamente pela líder do Parlamento, Dalia Itzik. Peres deverá prestou juramento e participou de atos cerimoniais de posse. Ele depositou uma coroa de flores no monumento aos soldados israelenses mortos em combate, situado na entrada do Parlamento, em Jerusalém Ocidental.
Na cerimônia de posse, Peres deverá jurar lealdade e assinar a declaração antes que soe o shofar, o instrumento bíblico de sopro usado para indicar o final da festividade de Yom Kippur, considerado o mais solene do calendário judeu.
Eleição
Peres foi eleito em segundo turno após conquistar 86 votos, depois que seus dois rivais na disputa anunciaram apoio a sua candidatura. No primeiro turno, Peres obteve 58 votos - um mínimo de 61 eram necessários para que ele conquistasse a presidência.
Minutos após o início da votação, a candidata do Partido Trabalhista, Collette Avital, que obteve 31 votos no primeiro turno, anunciou que decidira retirar a candidatura e apoiar Peres.
Em seguida, o candidato do Likud, Reuven Rivlin, que obteve 21 votos, fez o mesmo.
A nomeação de Peres como chefe do Estado representa o ápice de sua carreira política, que inclui um período como primeiro-ministro e a obtenção do prêmio Nobel da Paz por sua contribuição ao processo israelo-palestino.
O Parlamento já ratificou a indicação de Peres, que assume hoje o cargo. Entre os desafios que Peres enfrentou para chegar à Presidência está a derrota para o Partido Trabalhista nas eleições do ano passado.
Ele deixou o partido em 2005, após a derrota para Amir Peretz na disputa pelo cargo de presidente do partido. Peres uniu-se então ao Kadima, partido fundado pelo então premiê de Israel, Ariel Sharon.