Política

Morre de infarto bauruense Ivan Gibin


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Faleceu ontem na cidade de São Paulo, vítima de um infarto, aos 69 anos de idade, José Ivan Gibin de Mattos, deixando viúva a senhora Dayse Barale de Mattos. Seu corpo será cremado nesta terça feira no Crematório de Vila Alpina e suas cinzas transportadas para a cidade de Porto Feliz (SP).

Nascido em Bauru, aos 31 de julho de 1938, filho do advogado Tibúrcio de Mattos e de Iracema Gibin de Mattos, Gibin militava no movimento estudantil no início dos anos 60, tendo sido presidente da Federação Bauruense Estudantina e membro da diretoria do Centro Acadêmico IX de Julho da Faculdade de Direito de Bauru. Culto, inteligente, tinha, como se diz na gíria, o “pavio curto”. “Por diversas vezes, encontramos relatórios do DOPS/Bauru, onde citam a participação de militantes políticos de esquerda em reuniões, ao lado de pessoas que não conseguiram identificar. Descobrimos posteriormente que geralmente entre os não identificados, estava José Ivan, elemento sobejamente conhecido pela polícia política, que não relacionavam seu nome, possivelmente temerosos, ante a fama de boa briga que possuía, com conhecimento de artes marciais”, retrata o pesquisador Antonio Pedroso Júnior.

No início dos anos 60, foi destacado pelo Partido Comunista para dar segurança e cobertura ao líder camponês Jofre Correa Neto, na histórica invasão da Fazenda Jacutinga, no município de Presidente Alves, tendo sido preso e processado por infração a Lei de Segurança Nacional, juntamente com o líder camponês.

Em setembro de 1967, Ivan Gibin, seguindo orientações do Partido Comunista Brasileiro, viajou para Moscou, onde conviveu com Luís Tenório de Lima, Roberto Morena, Lindolpho Silva, Armando Ziller, Luis Carlos Prestes e sua filha, Anita Leocádia Prestes, David Capistrano da Costa (que era o coordenador das atividades dos Comunistas Brasileiros em Moscou). Concluído o curso da escola, mudou-se para Praga, na Tchecoslováquia, trabalhando para a Federação Mundial dos Empregados no Comércio e com a finalidade de estudar Sociologia.

No início de 1974, muda-se para a Itália, onde ficou até final 1979. Depois de aprovada a Lei de Anistia resolveu retornar ao Brasil

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