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Em dia de estrela, usuários da Sorri fazem unha e cortam cabelo de graça

Da Redação
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Um cabeleleiro e uma manicure fizeram parte, ontem, da equipe de terapia da Sorri Bauru. Entre médicos e psicólogos, eles também tiveram um papel importante para a boa saúde dos atendidos. O Dia da Beleza foi promovido por Marcelo Fernandes da Silva, cabeleleiro, e Edna Leme da Silva, manicure, voluntários há mais de oito anos que fizeram as unhas e cortaram os cabelos gratuitamente dos atendidos pela Sorri, organização não-governamental que atende pessoas com deficiências física e mental.

Eles abriram sorrisos nos rostos ao conferirem o resultado, como Regina Caetano da Silva, 76 anos. “Ai, eu amei!”, alegrou-se ao ver suas unhas pintadas de esmalte cor-de-rosa pela manicure Edna, que ganhou um abraço caloroso da cliente. “Obrigada, muito obrigada!”, agradeceu. “É uma troca de carinho muito grande”, observa a manicure.

Os homens também aprovam a iniciativa, como Arlindo Estevão, 36 anos, que aproveitou o dia para mudar o visual. “Ficou radical. Passei a máquina 1, ficou bem curtinho, no capricho”, comemora. “A coisa mais gostosa do voluntariado é terminar o trabalho e ver na carinha deles que estão felizes porque estão ficando mais bonitos”, conta o cabeleleiro satisfeito. “Aprendo muito com eles, é muito gratificante”, reconhece Marcelo da Silva.

A cada dois meses, o evento é realizado para usuários e seus acompanhantes, que também devem manter a estima em alta e ter ânimo para cuidar do outro, como ressalta a assistente social da Sorri, Rosângela Rodrigues. “Às vezes, a pessoa se dedica tanto a outra que acaba esquecendo dela própria, acaba não tendo tempo para ela”, observa a assistente social. “Se a acompanhante também estiver com os cabelos cortados e unhas feitas, estará mais estimulada a ajudar o seu familiar”, explica Rosângela.

Dificuldades

O acesso a um salão de beleza é mais difícil para os deficientes físicos, que dificilmente possuem renda e também por causa da dificuldade de locomoção. “Falta acessibilidade em nossa cidade, apesar de ela estar se estruturando nesse aspecto, além da parte de transporte, que também é difícil. Tendo o profissional de beleza e estética aqui, facilita para que os deficientes utilizem esse serviço”, explica a assistente. A usuária Vivian Cristina Rodrigues, 49 anos, observa um outro atrativo para o serviço de beleza da Sorri: lá, ela se sente mais à vontade. “Não gosto de salão de beleza, é muita conversa, muita gente reparando. Aqui é mais light”, diz.

A Sorri Bauru presta atendimento gratuito e diário a aproximadamente 300 pessoas com deficiência física, mental, auditiva, visual e múltipla e portadores de hanseníase.

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