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Apae ganha prêmio por programa de informática

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Os portadores de deficiências mentais que não conseguem usar o mouse já podem usar a informática na aprendizagem. Basta tocar a tecla space e pronto: eles brincam em jogos que estimulam o raciocínio e a imaginação. Isso é possível por meio do software educacional Holos, desenvolvido pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Bauru. O Holos foi premiado em primeiro lugar no 1º Congresso Brasileiro de Educação, promovido pela Unesp de Bauru no mês passado.

O prêmio foi um computador. “É uma grande satisfação vencer, sabendo que estamos praticando a cidadania e facilitando a aprendizagem”, orgulha-se a presidente da Apae, Olga Tognozzi. O objetivo do Holos é acelerar o desenvolvimento cognitivo e social dos portadores de deficiência e de qualquer estudante. O sistema tem um banco de dados que é configurado e alimentado pelo educador ou sua família, de acordo com os níveis de dificuldade para cada um.

Ele pode ser utilizado em casa, instituições e escolas, pois os jogos são dinâmicos: o responsável escolhe, por exemplo, uma foto que faça parte do cotidiano do aluno e a imagem irá se transformar em um divertido quebra-cabeça, jogos de conjuntos ou memória. “É um programa que serve tanto para o deficiente quanto para a família e educadores. Por isso que se chama Holos, que significa universal.”, explica Leda Rodrigues, coordenadora do projeto.

Além de imagens, o sistema também usa palavras, sons e letras que podem se adequar de acordo com as necessidades de aprendizagem. “O mesmo conteúdo que o professor usar durante a aula, pode alimentar o banco de dados e promover jogos sobre o assunto”, explica.

Também fazem parte do Holos conteúdos que preparam o aluno para o mercado de trabalho com habilidades básicas de direção e um tutorial de legislação, organizado em categorias e com as leis federais na íntegra, para que os deficientes e seus responsáveis conheçam os seus direitos. O manual do Holos não é apenas de instalação, mas também possui conteúdo sobre alfetização tecnológica e o papel do professor e da família na vida do deficiente. “Assim, o manual vai conduzir também o usuário na execução das atividades”, explica Leda.

Versatilidade

O Holos nasceu devido à falta de recursos eletrôinicos para aprendizagem dos deficientes. A maior reclamação dos educadores, segundo Leda Rodrigues, era que não existia um software que se adequasse ao conteúdo das aulas. “Hoje existe até a possibilidade de trabalhar com idiomas. Imagine, montar um jogo de imagem com frutas e palavras em inglês, por exemplo”. Assim, os alunos do ensino regular também podem usar o sistema. “Todos podem fazer essas atividades, basta escolher o nível. Por exemplo: um aluno pode começar um jogo com cinco peças e outro com 16”, ensina Leda.

Para chegar à versão completa do programa, foram necessários dois anos de desenvolvimento e testes com educadores, consultores e alunos da Apae. O sistema pode ser adquirido gratuitamente pelo site www.bauru.apaesao paulo.org.br. Mais de 2000 downloads já foram feitos.

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