Ainda não há previsão de quando os radares e lombadas eletrônicas de Bauru voltarão a funcionar. Os aparelhos que fazem a fiscalização da velocidade dos veículos na cidade estão desligados desde a última sexta-feira porque venceu o prazo de locação dos equipamentos, conforme o JC divulgou na semana passada. E as empresas que venceram licitação para prestar serviço pelos próximos dois anos ainda não assinaram o contrato.
A Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) informa, através de sua assessoria de comunicação, que na sexta-feira as empresas foram notificadas que têm de assinar o contrato de prestação de serviço em cinco dias úteis. Após a assinatura do contrato, a Emdurb já poderá emitir a ordem de serviço para que os aparelhos sejam ligados.
Colocar um radar móvel, um dos aparelhos locados, em funcionamento é rápido. Basta o equipamento ser entregue à Emdurb e estar aferido pelo Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) para que o operador já possa instalá-lo nas vias onde já existem placas indicando a fiscalização eletrônica. Já as lombadas e radares fixos levam mais tempo para entrar em operação porque é necessário colocar o aparelho nas estruturas físicas existentes.
E como o número de radares vai aumentar de 11 para 18, em sete locais será preciso instalar a estrutura física onde será colocado o medidor de velocidade. As avenidas Duque de Caxias, Comendador José da Silva Martha e Castelo Branco, por exemplo, passarão a ter radares. O viaduto Antônio Eufrásio de Toledo, que já tem radar na pista Centro/bairro, ganhará o aparelho no sentido bairro/Centro
Enquanto os equipamentos não entram em operação, a Emdurb pode multar os motoristas apressadinhos usando seu próprio radar móvel, que normalmente é empregado em operações educativas e pesquisas. Porém, segundo a assessoria de imprensa da Emdurb, por enquanto, não há previsão para colocar o radar móvel em operação.
O equipamento vem sendo utilizado para medir a velocidade, sem a aplicação de multas, em vias para as quais os moradores reivindicam redutores de velocidade ou até mesmo o radar. É o caso da avenida Lúcio Luciano onde, no mês passado, uma criança morreu atropelada, e nas avenidas Gabriel Rabelo de Andrade e César Ciafrei.
A reivindicação mais recente é para a rua Délio Hermes Coragem, no Núcleo Beija-Flor, onde ocorreu um acidente na sexta-feira à noite. Antes da colisão ocorrer, moradores do bairro já haviam pedido provicências à Emdurb, que ainda fará estudo no local.
Custos
A Emdurb pagará R$ 443 mil pela locação de 18 radares fixos, três lombadas eletrônica e um radar móvel pelo período de dois anos. Por mês, neste ano, a Emdurb tem arrecadado, em média, R$ 230 mil com multas aplicadas por estacionamento irregular radares e lombadas.
No ano passado, a média era mais alta, de R$ 460 mil por mês. A ampliação dos locais fiscalizados já havia sido anunciada no ano passado, após a Emdurb fazer monitoramento educativo e constatar que 48% dos veículos transitavam em velocidade acima da máxima permitida para a via.