Regional

Turismo receptivo terá lançamento

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 4 min

As oito cidades da região que participam do Conselho de Desenvolvimento Econômico Regional(Coder) escolheram o dia 23 de agosto para o lançamento institucional do Programa de Desenvolvimento do Turismo Receptivo (PDTR). O local ainda não foi definido, mas o lançamento pretende dar visibilidade ao projeto iniciado no ano passado e fazer com que empresas parceiras se junte aos órgãos públicos e dêm um impulso ao turismo.

Gerar vagas no mercado de trabalho, contribuir com o desenvolvimento sócio-econômico, cultural e ambiental de forma sustentável e inserir a região no mercado estadual e regional de turismo, cultura e artesanto, consolidando os roteiros turístico, são alguns dos objetivos do programa que é coordenado pela Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp/Bauru), com o apoio do Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequenas Empresa (Sebrae).

O lançamento institucional dará um ‘start’ no programa que também deverá ter um versão em cada um dos municípios envolvidos. O prefeito de Lençóis Paulista, José Antônio Marise, aguarda a apresentação em sua cidade para saber se a comunidade estará envolvida. “A partir daí vamos saber se vamos ter condições ou não de levar em frente aquilo que eu como administrador penso. O município está envolvido, quero saber se a comunidade vai ou não estar.”

Marise acredita que com o aval da comunidade não terá dificuldades em levantar recursos junto a Câmara Municipal e nem enfrentará problemas políticos. “Os recursos iniciais não são de grande porte. Acho perfeitamente factível na nossa região e no município, vai depender da adesão da comunidade.”

Para ele, Lençóis tem potencialidades a serem exploradas pelo turismo. “É preciso identificar as nossas potencialidades. Mas, temos a cachaça, propriedades rurais que produzem vinho, fazendas históricas e um potencial para um turismo de eventos.”

Se depender da vontade da administradora de Piratininga, arquiteta Sílvia Mendes Soares, a cidade vai alavancar o turismo. “O clube Águas Quentes de Piratininga busca por uma parceria do município há muitos anos para desenvolver o turismo. Junto com outras cidades podemos pleitear essas ações que beneficiam o coletivo. Estou esperançosa. Em Piratininga estamos estimulando as cooperativas de artesãos. Queremos discutir a questão educacional e seu envolvimento no turismo.”

Para ela, a questão dos recursos que terão que ser investidos passa pela prioridade do município. “Todo mundo tem que acreditar. Eu vou dar ênfase.”

Ela ressalta a importância de envolver a comunidade. “Só assim o projeto terá continuidade na próxima gestão.”

Relatório parcial

Na avaliação do gerente do Sebrae, Milton Aparecido Debiasi, o resultado mais importante do relatório de trabalho é o envolvimento das pessoas nas ações propostas.

O próximo passo é o cronograma de ações. “O grupo se reúne no dia 31 de julho em Duartina para fazer um mínimo cronograma de ações para os próximos meses.”

A maior dificuldade dos municípios, segundo ele, é definir quem vai gerenciar o projeto. “ É preciso ter uma entidade que represente os municípios e seja mantida com recursos dos oito municípios participantes.”

Para o presidente do Coder, Ricardo Coube, o processo de criação de uma entidade ou de uma Agência de Desenvolvimento Regional (ADR) pode dar um fôlego maior para o programa. “O Coder já trabalhou bastante e fez acontecer, mas ele não é formal. Uma entidade tem fins e prioridades definidas pelos participantes. Uma pessoa jurídica, com certa autonomia, que em nome dos associados alavancaria recursos para investimentos em projetos de interesse comum.”

Para ele, o Ciesp poderia ser uma agência. “Mas está na hora de poupar o Ciesp. Eles têm que formalizar isso com uma estrutura mais pertinente. Não podemos esquecer que os prefeitos têm um tempo limitado que o fim do mandato e temos que respeitar esse ritmo. Com a entidade, o projeto tem continuidade qualquer que seja o mandatário.”

Debiasi acredita que embora os municípios participantes não tenham definido o modelo a ser seguido, isso surgirá com o tempo. “Continua com o conselho. Esse é o grande desafio.”

De acordo com ele, o Sebrae investiu R$ 20 mil em consultorias específica para que o programa chegasse onde chegou. “Eram 10 municípios, mas dois ainda estão em processo.”

Participantes

Participam do Coder: Agudos, Bauru, Duartina, Iacanga, Lençóis Paulista, Macatuba, Pederneiras e Piratininga.

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