Nacional

Situação é questionada desde o ano passado

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - O aeroporto de Congonhas vem tendo suas condições de segurança postas em xeque desde o ano passado, quando a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) determinou a suspensão de operações quando houvesse acúmulo de 3 mm de água nas pistas.

A drenagem da pista era insuficiente para escoar a água da chuva, problema que só será solucionado com a conclusão da reforma das pistas. Ontem, o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) registrou pouca chuva nas duas estações mais próximas de Congonhas. Foram 7,9 mm na Vila Mariana e 2 mm no Jabaquara. Cada mm equivale a um litro de água por m2. A reforma da pista foi entregue no último dia 30 incompleta, sem o “grooving’’ (ranhuras que garantiriam o escoamento da água e maior aderência dos pneus ao solo).

Ontem, sob forte chuva, um avião modelo ATR 43 da Pantanal derrapou ao pousar na pista principal. As ranhuras, de acordo com a Infraero, devem começar a ser feitas somente no dia 25, depois do período para assentamento da pavimentação. O presidente do Sindicato Nacional dos Pilotos da Aviação Civil (Sinpac), Hugo Stringuini, que ontem alertada para a suposta precariedade das pistas, afirmou ontem que é “”muito provável’’ que tenha ocorrido uma derrapagem. “É provável, pelas condições, com chuva, que tenha acontecido o mesmo que ocorreu com o avião da Pantanal, só que com o Airbus, que é muito maior’’, disse Stringuini.

No início do ano, após uma série de pequenos acidentes, a Justiça Federal chegou a interditar Congonhas para aeronaves de maior porte, como o Fokker 100 e os Boings 737-700 e 727-800, em fevereiro deste ano, em razão de falta de segurança para operações.

O pedido partiu do Ministério Público, que defendia a interdição total do aeroporto, após uma série de pequenos acidentes no local. O juiz federal Ronald de Carvalho Filho afirmou, em sua sentença, que as condições em que se encontrava o aeroporto necessitavam de “medidas excepcionais’’, o que justificou a proibição a grandes aviões. Porém, a liminar foi cassada. Também no início do ano, a Anac e a Infraero estudavam ampliar o tamanho da pista auxiliar de Congonhas, em mais 50 metros ou 100 metros. O objetivo era dar condições para a pista receber grandes aviões, como os Airbus modelos 320 e 330.

Comentários

Comentários