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Série C: Em jejum, Norusca leva 3 e cai para a lanterna

Luiz Galano
| Tempo de leitura: 4 min

O Noroeste decepcionou mais uma vez na série C do Brasileirão. A equipe foi goleada por 3 a 0 pelo Volta Redonda, na casa do rival, e agora amarga a lanterna do grupo 12 com apenas dois pontos em três jogos. O time bauruense apresentou o mesmo problema da falta de criatividade no ataque e já soma 270 minutos sem marcar um único gol. Só que para piorar, desta vez o esquema defensivo, destaque nas últimas partidas, também não funcionou.

No outro Jogo do Grupo 12, o Rio Claro empatou em 1 a 1 com o Friburguense, dentro de casa, e pulou para a vice-liderança do grupo, com 3 pontos. O time fluminense tem o mesmo número de pontos do Noroeste, mas leva vantagem no saldo de gols. Já o Volta Redonda, próximo adversário do Norusca, domingo, às 16h, no Alfredo de Castilho, está na ponta da tabela com 7 pontos.

Contrariando o prognóstico, Vítor Hugo optou por entrar em campo com o esquema 4-4-2. Mas a ofensividade ficou apenas nos números, porque o time atuou com apenas um meia armador (Bruno Campos) e três volantes, sendo que Réferson jogou bem recuado, como se fosse um terceiro zagueiro. No ataque, Leleco fez dupla com Júlio César.

O jogo

O Noroeste começou o jogo no ataque. Logo aos seisminutos, Leleco desponta pela direita após falha da zaga adversária, mas o goleiro Edinho faz boa defesa e manda a bola para escanteio. A partir dessa jogada, a Maquininha dá pinta de que vai engrenar. O time pressiona o tricolor de aço e imprime bom volume de jogo.

No entanto, a disputa fica mais no meio de campo. A marcação é forte de ambas as partes, e o time carioca opta pelos contra ataques. Arma que se revelaria mortal nos próximos minutos.

Enquanto o Norusca era melhor em campo, com pleno domínio das ações, sofre o primeiro gol. Aos nove minutos, o lateral tricolor Júlio César cobra falta pela lateral-direita. O zagueiro Anderson sobe mais do que todos os defensores bauruenses e testa com violência, no canto esquerdo de Adnam, aproveitando o primeiro lance de ataque do Voltaço.

Após o tento sofrido, o Noroeste não se abate e continua pressionando. A posse de bola é toda do Alvirrubro, mas ela não é revertida em jogadas de perigo no setor ofensivo. Enquanto isso, o time fluminense é perigoso nas poucas jogadas de contra ataque.

Aos 20 minutos, o lateral Júlio César sai da marcação na lateral-direita, puxa a bola para o meio e, de perna esquerda, manda um chute indefensável para o arqueiro noroestino. A bola vai no ângulo esquerdo e ainda toca a trave antes de entrar, 2 a 0.

Depois do segundo gol tricolor, a partida perde em criatividade e consequentemente em emoção. O Norusca continua a manter maior volume de jogo mas não consegue transformar o domínio em chances claras de gol.

Aos 31 minutos de partida, o Volta Redonda tem sua terceira oportunidade. O meia Glaúber, apagado em campo, não perde a chance. Depois da enfiada do zagueiro Anderson, ele pega de primeira dentro da área. O chute sai mascado, mas a bola entra no canto esquerdo de Adnan, mais um gol carioca.

O time bauruense parece sentir o golpe do terceiro gol e diminui o ritmo de jogo. Aos 38 minutos, o técnico Vítor Hugo coloca o atacante Léo no lugar do volante defensivo Réferson e parte para o ataque. Mas até o final da primeira etapa a modificação surte efeito.

Bom começo

Na volta do vestiário o Noroeste parece entrar em campo com mais motivação. Pelo outro lado, os cariocas pecam na parte defensiva. Nos primeiros seis minutos, o time de Bauru cria pelo menos quatro jogadas de gol, mas não consegue converter nenhuma. A última delas é concluída por Léo, após bola entregue pelo zagueiro do Volta Redonda. Mas o goleiro Edinho faz boa defesa e espalma para escanteio.

Como no primeiro tempo, os bauruenses dominam as ações enquanto a equipe fluminense explora as brechas deixadas com o avanço dos laterais noroestinos. A pressão é grande, mas novamente falta objetividade.

Aos 18 minutos, Vitor Hugo lança ainda mais a equipe para o ataque, colocando o meia Wellington no lugar do volante Marcelo Uberaba e Lei na vaga de Leleco. Mas as modificações não surtem o efeito esperado e o Norusca cai de produção.

O jogo ganha em virilidade e a Maquininha só consegue chegar perto da meta adversária em cobranças de falta ou escanteios. A essa altura, o nome dos dois goleiros é raramente pronunciado. Vitor Hugo vai a loucura na beira do gramado e leva bronca do árbitro capixaba Odair João Matos.

Depois de muito tempo sem chutes por parte de ambas as equipes, aos 43 minutos, o Noroeste faz a última jogada de ataque. Marcelo Santos cruza da direita e Léo testa fraco nas mãos do arqueiro carioca.

Ao final da partida, Vitor Hugo reclamou da falta de atenção da defesa e a marcação dos três volantes do meio campo. “Tomamos gols que não estamos acostumados a tomar. Além disso, não encurtamos o espaço no meio campo”, disse em entrevista à Rádio Auri-Verde.

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