Brasília - O corregedor-geral do Senado, Romeu Tuma (DEM-SP), anexou ontem mais informações às investigações sobre supostas irregularidades cometidas pelo senador Gim Argello (PTB-DF). É que representantes do PT, o PPS e o PC do B do Distrito Federal entregaram um dossiê a Tuma contendo uma série de denúncias contra o suplente do ex-senador Joaquim Roriz (PMDB-DF). “O corregedor ficou bem impressionado com o documento que nós entregamos. Gim Argello não pode ser mantido no Senado e ele também não tem como alegar que está amparado em votos, pois nem eleitores ele tem”, afirmou o deputado distrital Chico Vigilante (PT-DF), presidente do partido no Distrito Federal.
Durante a conversa com os parlamentares, Tuma reiterou que pretende dar continuidade às investigações contra Argello.
Segundo Vigilante, o PT, o PC do B e o PPS do DF pretendem entregar o mesmo documento - que foi encaminhado ao corregedor-geral do Senado - ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Ministério Público Federal. Argello é denunciado por grilagem de terras e desvio de dinheiro público, entre outras acusações. Investigações Ontem, Tuma se reuniu também com o juiz Roberval Belinati, da 1.ª Vara Criminal de Brasília. Belinati é o responsável pelo processo que se originou a partir das denúncias deflagradas pela Operação Aquarela - da Polícia Civil do Distrito Federal.
Na Operação Aquarela, Argello surge como supostamente um dos denunciados por desvio de dinheiro do Banco de Brasília (BRB). Apenas 5% do material levantado nas investigações foram apurados. No total, o processo reúne 390 caixas contendo livros contábeis, duas sacolas com documentos, 108 computadores, além de 62 mil ligações telefônicas.