Os representantes das três empresas que operam o transporte coletivo em Bauru saíram confiantes da reunião com a Polícia Civil ontem. De acordo com o gerente operacional das empresas Baurutrans e Grande Bauru, José Edson Alves, a principal arma contra os assaltos é o trabalho conjunto entre polícia, empresas e a população. Para ele, os usuários podem colaborar a evitar assaltos usando cartão ao invés de dinheiro.
“Se não houver dinheiro nos ônibus, os assaltos acabam”, destacou. Ele ressalta que, em média, 65% dos usuários já usam o cartão eletrônico para fazer as viagens. “Tanto que, em alguns assaltos, o valor levado é muito baixo. Tivemos um de apenas R$ 3,00. Isso desencoraja o ladrão a fazer um assalto, correr riscos, para levar pouco dinheiro”, explica.
Visando reduzir o percentual de usuários que pagam passagem com dinheiro, as empresas vão lançar um cartão de duas unidades. “Nosso foco são as empregadas domésticas e os prestadores de serviço, como pedreiros, que pegam o dinheiro dos patrões aos poucos e não compram o cartão. São pessoas que pagam o ônibus em dinheiro”, explica.
O uso de dinheiro ao invés de cartão é mais comuns em linhas de ônibus que ligam bairros da periferia a regiões mais nobres de Bauru, muito usadas por empregadas domésticas. “As patroas deveriam se conscientizar e orientar as empregadas a adquirir o cartão, ou, ao invés de pagar o transporte em dinheiro, comprar os cartões para suas empregadas”, destacou.
Alves fez questão de ressaltar que a ausência do cobrador em algumas linhas não têm relação com os assaltos. “Ontem (anteontem) mesmo um carro foi assaltado de dia, com motorista, cobrador e passageiros. Então não é porque não tem cobrador que o carro vai ser assaltado. Cobrador não é segurança”, disse.