Regional

Funai de Bauru está abandonada

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

A regional Bauru da Fundação Nacional do Índio (Funai) está à beira de um colapso. Sem interventor ou novo administrador, o órgão está com o pagamento de aluguel atrasado desde o início do mês, além de contas de água, luz e telefone. Os fornecedores também estão no aguardo da nomeação de uma pessoa que possa assinar documentos e responder pelo expediente.

As correspondências continuam lacradas e o caos só não é maior porque os funcionários continuam cumprindo horário, porém, sem poder dar andamento nos projetos e no trabalho, sem o poder de decisão, papel do administrador ou interventor.

Os servidores, segundo o chefe de administração Arnor Gomes de Oliveira, consideram o cúmulo do absurdo. “As pessoas ligam e nós pedimos desculpas pelos atrasos nos pagamentos. O pior é que não sabemos quando a situação vai ser resolvida.”

Oliveira explica que na superintendência da Funai em Brasília a resposta é sempre a mesma. “O nome do interventor será divulgado nos próximos dias.”

O problema, na opinião dele, é que o papel institucional do órgão fica comprometido com a espera. “Desde o mês passado que estamos nessa situação. Estamos engessados. A assistência às comunidades indígenas, as atividades agrícolas, além da jurídica, fundiária e habitação estão paradas.”

Oliveira lembra que assuntos ligados à construção de moradias indígenas teriam que estar sendo discutidas com a CDHU. “Não tem uma pessoa designada para isso, porque não temos administrador.”

A crise na regional Bauru começou depois da ocupação de lideranças indígenas que exigiram o afastamento do então administrador Newton Machado Bueno. O funcionário foi afastado do cargo e a superintendência prometeu, à época, nomear um interventor.

Na semana passada, a assessoria de imprensa do órgão alegou que o processo de escolha de um nome é demorado, porque depende do resultado de pesquisas feitas junto a outros órgãos públicos. A pessoa indicada não pode ter pendência alguma junto aos órgãos públicos ou justiça.

Ontem, a assessoria de imprensa não respondeu aos pedidos de informações feitos via telefone.

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