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Espaço aéreo e nível de chuva estavam dentro do normal, declara coronel

Folhapress
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São Paulo - O movimento no espaço aéreo do Aeroporto de Congonhas e o nível de chuva não estavam num nível perigoso na hora do acidente com o avião da TAM, disse o coronel Carlos Minelli de Sá, chefe do Serviço Regional de Proteção ao Vôo de São Paulo. Ele prestou estes esclarecimentos em coletiva convocada ontem pela Aeronáutica, em seu auditório em Congonhas, para tirar dúvidas que restaram da entrevista de anteontem.

Três aeronaves viajavam em direção ao aeroporto e aguardavam ser seqüenciadas para pouso, com distância de dez milhas entre cada uma delas. Outras cinco aguardavam para decolar. O índice pluviométrico entre 17 e 18 horas era de 1 milímetro, o equivalente a um litro de água por metro quadrado de solo, e caiu para 0,6 milímetros das 18h às 19h.

O coronel afirmou que estes dados estão dentro do normal. E esclareceu que esta medida de 1 milímetro não equivale à espessura da lâmina d’água na pista. Minelli afirmou que as freqüências de comunicação da torre de controle estavam operando normalmente, sem sofrer interferência de rádio, e que a equipe da torre era habilitada e tinha condições de ocupar e operar todos os postos.

Revelou também algumas informações de diálogos entre pilotos e controladores que já haviam sido veiculadas pela imprensa. Às 17h04, o piloto de um avião da Gol (vôo 1697) informou que a pista principal de Congonhas estava escorregadia. Três minutos depois, a torre suspendeu as operações de pouso e decolagem e solicitou que a Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária (Infraero) avaliasse as condições. Às 17h20, a Infraero informou que a pista estava em condições de operação e era seguro retomar as atividades. Até o momento do acidente, às 18h50, 40 pousos e decolagens foram realizados na pista principal, além de 11 na auxiliar.

No dia seguinte ao acidente, uma aeronave-laboratório do Grupo Especial de Inspeção ao Vôo (Geiv) realizou um vôo de verificação dos equipamentos de navegação e comunicação e atestou que estava tudo normal. Também participaram da entrevista Jorge Kersul, chefe do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), e Antônio Carlos Bermudes, chefe de comunicação social da Aeronáutica.

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