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Avião arremete; procedimento é considerado normal

Folhapress
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São Paulo - Dois dias após o Airbus-A320 da TAM sair da pista principal de Congonhas e colidir contra imóveis, outra aeronave da companhia aérea, um Fokker-100, foi flagrada ontem de manhã pela TV Globo abortando o pouso no aeroporto.

A arremetida é uma das hipóteses do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) para explicar o acidente com o Airbus. A suspeita é que o avião não desenvolveu velocidade suficiente para decolar novamente.

Pelas imagens, o Fokker está com o trem de pouso acionado, mas arremete ainda no ar. Cinco minutos depois, às 7h44, desce na pista auxiliar. A TAM divulgou nota afirmando que “o procedimento de arremetida consiste em manobra prevista na aviação comercial, sendo realizada por motivo de segurança sempre que o piloto julgar esta ação necessária”.

O Fokker havia partido às 6h30 de Maringá (PR) com 44 passageiros. Eles contaram que o piloto os avisou que arremeteria “porque não tinha ângulo necessário para pousar”. O que o Fokker fez ontem com sucesso poderia ser o que o piloto do Airbus teria tentado na terça-feira, segundo técnicos do Cenipa. Normal Segundo especilistas, a operação de arremeter a aeronave é “normal”. “Acontece todo o dia no mundo inteiro. O problema é tardar demais para arremeter”, disse o piloto e engenheiro James Waterhouse, professor da escola de engenharia de São Carlos, da USP.

O fato de o piloto do Airbus tocar a pista pode ser indício de que não pretendia arremeter. “Arremeter é mais do que comum, é recomendável. O que todo piloto aprende é: na dúvida, arremeta”, diz Pedro Goldenstein, piloto há 26 anos, sendo 22 com Boiengs da Varig. Os motivos para um avião arremeter são vários: velocidade alta; altura (onde toca na pista); os dois; falha no sistema de freio; aeronave na pista; visibilidade prejudicada, entre outros. A decisão pode partir da torre de controle ou do piloto.

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