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Sem trabalhos no Congresso, caso Renan fica sob apuração da polícia

Folhapress
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Brasília - Com o recesso parlamentar, a direção do Conselho de Ética do Senado empurrou o processo contra o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), para a Polícia Federal, que ainda não começou a perícia solicitada por falta de documentos. O órgão deve levar cerca de 20 dias para concluir o trabalho.

O presidente do Senado entregou ao conselho parte dos papéis que faltavam na última terça e ficou de enviar o restante até o início da noite de ontem. A Mesa Diretora mandou ontem o material recebido para o Ministério da Justiça.

O presidente do conselho, senador Leomar Quintanilha (PMDB-TO), e os relatores do caso viajaram e não estão acompanhando os procedimentos. Quintanilha afirmou que despachou os documentos para a Mesa sem conferir se estavam completos. “Ficaram faltando uns documentos bancários”, disse, sem detalhar, o senador Renato Casagrande (PSB-ES), que é um dos relatores e está em seu Estado.

A senadora Marisa Serrano (PSDB-MS) também está fora de Brasília, e Almeida Lima (PMDB-SE), aliado de Renan, é contra as investigações. Casagrande negou que os trabalhos do conselho estejam parados. Ele disse que aproveitará o recesso para ouvir CDs gravados por Mônica Veloso com conversas entre ela, Renan e o lobista Cláudio Gontijo, da empreiteira Mendes Júnior. O presidente do Senado é suspeito de ter despesas pagas por Gontijo. O lobista entregava R$ 12 mil mensais de pensão para Mônica, com quem Renan tem uma filha.

Para provar que tinha dinheiro suficiente, o peemedebista declarou ganhos de R$ 1,9 milhão com gado nos últimos quatro anos. Renan apresentou voluntariamente ao conselho notas fiscais e Guias de Trânsito Animal (GTAs ) para comprovar as operações de venda de gado, mas laudo preliminar da PF apontou inconsistências nos documentos.

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