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Tecnologia facilita aventura pelo mar


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Por e-mail, a reportagem do Jornal da Cidade entrou em contato com o aventureiro Sérgio Mahoe. Na entrevista, ele contou detalhes de sua “Jornada Centenária”. Confira os principais trechos a seguir:

Jornal da Cidade - Quais equipamentos irá usar para enfrentar o mar com apenas um jet-ski?

Sérgio Mahoe - Hoje, graças ao avanço tecnológico, podemos dispor de sistemas de navegação através de satélite. Pretendo usar o GPS para a navegação. Mais do que isto, temos também equipamentos compatíveis para realizar esse tipo de viagem. Em caso de acidente, principalmente em regiões de difícil acesso, como no Alasca, terei à disposição o EPIRB, equipamento denominado em português como Radiobaliza Indicadora de Posição de Emergência (do inglês Emergency Position Indicating Radio Beacon), utilizado por embarcações em acidentes e naufrágios. Terei informações sobre as condições de navegação fornecidas por uma equipe em terra, que dará o apoio do Japão e do Brasil através de telefone celular e rádio amador.

JC - Como surgiu a idéia dessa aventura?

Mahoe - Em 2003, depois de uma reunião com um amigo jornalista, ele me perguntou quando e como seria a próxima viagem. Eu já havia realizado um sonho lançando um livro, e não tinha nada em mente. Respondi brincando que ia de jegue para o Brasil e ele disse: “Você poderia pensar em representar a nossa comunidade e fazer uma homenagem aos primeiros imigrantes japoneses no ano do centenário da imigração, em 2008”. Entre várias idéias de como fazer a homenagem, foi comentada a ida ao Brasil de jet-ski.

JC- Por que decidiu homenagear os sacrifícios dos imigrantes japoneses?

Mahoe- Para a decisão, dois fatores influenciaram muito. Um deles foi a vontade de participar, de alguma forma, da história da imigração japonesa. O outro motivo que pesou bastante foi o aniversário do meu avô, a quem dediquei o livro da viagem de moto que escrevi. Por coincidência, se meu avô estivesse vivo, estaria comemorando 100 anos de vida no mesmo ano do centenário da imigração. A certeza de que ele e os primeiros japoneses que foram ao Brasil de Kasato Maru ficariam muito contentes com esta homenagem, pesou bastante na hora de tomar a decisão de partir para esta difícil jornada.

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