Nacional

ACM morre aos 79 anos em SP

Folhapress
| Tempo de leitura: 3 min

Salvador - O senador Antônio Carlos Magalhães (DEM-BA) morreu às 11h40 de ontem, aos 79 anos, no Instituto do Coração (Incor), em São Paulo, de falência múltipla dos órgãos provocada por um quadro de insuficiência cardíaca e renal. Governador da Bahia por três vezes (1971-1975, 1979-1983, 1991-1994) e ministro das Comunicações (1985-1990), ACM, como o senador ficou conhecido, permanecia no hospital havia 37 dias e será enterrado hoje, às 18h, no cemitério do Campo Santo, em Salvador, ao lado do filho Luís Eduardo Magalhães, deputado federal morto em 1998 aos 43 anos.

O velório estava marcado para ter início na noite de ontem no Palácio da Aclamação, antiga sede do governo baiano. Seu filho Antônio Carlos Magalhães Júnior (DEM-BA) assumirá a vaga do pai no Senado. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou nota no início da noite na qual manifestou seus sentimentos à família Magalhães. Ele, no entanto, não deverá comparecer ao enterro.

Adversário que impôs uma dura derrota ao grupo político de ACM nas urnas em 2006, o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), decretou luto oficial de cinco dias no Estado. Após a informação sobre a morte de ACM ter sido divulgada, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), e o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, foram até o Incor dar condolências à família. “A mensagem que deixei à família em uma hora como esta é a de que o Brasil perdeu um grande homem público”, disse o presidente da Fiesp ao deixar o Incor ontem à tarde.

Ao lado do senador, entre outros familiares, estavam a viúva Arlete, os filhos Júnior e Teresa Helena, e o deputado Antônio Carlos Magalhães Neto (DEM-BA). O corpo foi transportado por um avião bimotor da Força Aérea Brasileira (FAB) cedido pela Presidência da República.

Um cortejo de dez carros, escoltado pela Polícia Militar, acompanhou o trajeto do Incor até a base aérea militar de Guarulhos, onde o avião com destino a Salvador decolou, às 18h17, transportando o corpo e os familiares. A chegada estava prevista para as 21h.

A pedido de familiares, o padre Gaspar Sadock, amigo do senador, vai celebrar a missa de corpo presente. “O sentimento que fica é de uma perda irreparável”, disse ele. Pela programação, o corpo do senador baiano deve seguir para o Campo Santo por volta das 17h - depois de mais de 15 horas de velório no palácio, no centro da Capital baiana.

A Prefeitura de Salvador anunciou que o trânsito será interditado no entorno do cemitério uma hora antes da chegada do corpo. No início da tarde de ontem, amigos de ACM decoraram com flores o túmulo onde ele será sepultado. Também colocaram faixas reverenciando a memória do político.

O senador deu entrada no Incor no dia 13 de junho, com problemas cardíacos. Foi a quarta internação neste ano. Uma semana depois, seu estado de saúde se agravou e ele passou a ter complicações renais. Até a semana passada, o senador baiano vinha melhorando gradativamente graças a uma diálise peritonial.

Estava prestes a receber alta, mas uma infecção intestinal agravou seu estado e terminou por levá-lo à morte. Na madrugada de ontem, a equipe chefiada pelo dr. David Uip havia decidiu mantê-lo em coma induzido.

Comentários

Comentários