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Homenagem às vítimas reúne mais de 1.200 na catedral da Sé

Folhapress
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São Paulo - Um sermão longo e dolorido iniciou ontem a missa em homenagem às vítimas do vôo JJ 3054 da TAM, na catedral da Sé, em São Paulo. Os 197 nomes de mortos no acidente foram lidos um a um pelo padre Juarez de Castro para as mais de 1.200 pessoas que lotavam a igreja. “Para que eles sejam sempre lembrados e que as autoridades possam fazer de tudo para que (a tragédia) não se repita nunca mais”, disse.

Cada vez que um nome ecoava, um grupo de amigos e familiares, vestindo camisetas com fotos dos parentes mortos, se levantava e chorava. Algumas lágrimas eram acompanhadas de abraços, outras de aplausos descoordenados. Alguns parentes abaixavam a cabeça e fechavam os olhos. Os passageiros foram lembrados primeiro, em ordem alfabética. Por último, foi nomeada a tripulação e os funcionários da empresa aérea. Um grupo de colegas uniformizados começou a aplaudir quando foi chamado o primeiro piloto e só parou depois que foi lido o nome da última comissária.

O arcebispo dom Odilo Scherer assumiu a cerimônia e cumprimentou as autoridades presentes, entre eles, o prefeito Gilberto Kassab, representantes do governo do Estado e do Poder Judiciário. Também estava lá o presidente da TAM, Marco Antônio Bolonha.

No final da missa em homenagem aos mortos no avião da TAM, quando foram feitas orações para as vítimas e seus familiares, o presidente da companhia aérea, Marco Antonio Bologna, não conteve as lágrimas. Seu choro tímido se estendeu por cerca de 20 minutos. Ao término da cerimônia, dom Odilo Scherer anunciou que cumprimentaria as autoridades presentes. No entanto, Bologna levantou-se e partiu por uma saída na lateral da catedral, acompanhado de quatro seguranças particulares.

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