Internacional

Taleban ameaça assassinar 23 sul-coreanos até esta manhã

Por Da Redação | Com Folhapress e Reuters
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Cabul - O grupo radical islâmico Taleban deu um prazo de 24 horas para que o governo afegão liberte militantes do grupo capturados em troca de 23 reféns sul-coreanos seqüestrados na última quinta-feira, ameaçando matá-los em caso negativo. O grupo também pede a retirada dos cerca de 200 soldados sul-coreanos do Afeganistão. O Exército do país disse que as tropas lideradas pelos EUA cercaram a região em caso de uma ofensiva militar contra o grupo.

Para tentar garantir a libertação dos 23 reféns, uma delegação do governo sul-coreano chegou ao Afeganistão ontem. A delegação de oito autoridades inclui um vice-ministro do Exterior, um assessor especial do presidente e diplomatas do ministério do Exterior e se encontrará com autoridades afegãs durante o dia. Não ficou claro se tentarão fazer contato com os seqüestradores ou se tentarão negociar a libertação.

Os 23 coreanos pertencem à Igreja Saemmul, de Bundang, cidade nos arredores da Capital sul-coreana, Seul. A maioria está na casa dos 20 e 30 anos de idade. Entre eles há enfermeiras e professores de inglês. O presidente da Coréia do Sul, Roh Moo-hyun, disse no sábado que os coreanos estavam fornecendo apenas serviços médicos e educativos gratuitos, sem intenções missionárias.

Os coreanos formam o maior grupo de estrangeiros seqüestrados até agora na campanha do Taleban para derrubar o governo apoiado pelo Ocidente e forçar a saída das tropas estrangeiras. O prazo se encerra às 11h30 de hoje.

Ontem, o governo alemão admitiu que o corpo de um dos dois alemães seqüestrados pelo Taleban foi encontrado com marcas de bala. O governo nega que o outro alemão esteja morto, como afirma o grupo terrorista. A chanceler alemã, Angela Merkel, disse que não retirará as tropas do Afeganistão - condição imposta pelo grupo para a libertação dos reféns.

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