Política

Arealva apóia mobilização regional

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 2 min

Além de se colocar à disposição para encabeçar a mobilização regional juntamente com o prefeito de Bauru, Tuga Angerami, o prefeito de Arealva, Paulo Padanosque (PSDB), considera que o assunto é prioritário.

“Temos de dar prioridade porque a questão é iminente e não se pode esperar. Até porque temos concorrência com Ribeirão Preto e precisamos estar sempre na frente. Já que há disposição do governador em contemplar os aeroportos que têm condições de crescer, temos de unir a região e somarmos esforços para falarmos com o secretário de Transportes e o Daesp para equacionarmos a questão. Mesmo porque nosso aeroporto tecnicamente está em melhores condições de ter o terminal de cargas do que Ribeirão Preto”, frisa Padanosque.

Para o chefe do Executivo tucano, o atual caos aéreo propicia a reivindicação da interiorização do tráfego de cargas e passageiros dos aeroportos da Capital. “Não é pelo fato do aeroporto estar localizado entre Bauru e Arealva que só os dois municípios têm interesse direto no assunto. Toda região, como já temos visto outros prefeitos externarem o interesse no aeroporto, mesmo porque essa série de incidentes que vêm ocorrendo na aviação civil propicia cada vez mais que possamos pleitear para o interior maior fluxo de cargas e passageiros”, destaca.

Além disso, Padanosque ressalta a importância de se debater critérios para evitar o crescimento desordenado no entorno do aeroporto. “Temos de estabelecer regras de construção ao redor do aeroporto a fim de impedir construções inadequadas para que não venha a ocorrer o que aconteceu com Congonhas, que ficou encravado na área urbana. Temos de fazer um projeto futurístico, pois temos certeza que o desenvolvimento chegará ao aeroporto em curto espaço de tempo”, afirma.

Já o presidente do diretório municipal do PTB, Ricardo Oliveira, defende a importância de Bauru e região mobilizarem-se em todas as esferas e órgãos ligados à aviação civil. Para ele, a Infraero não pode ser esquecida. “No governo federal tem-se de trabalhar na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) porque é a agência reguladora, mas temos de atuar na Infraero porque quem terá recursos para fazer a ampliação do aeroporto alavancar rápido é só ela”, argumenta. E completa:

“O Daesp não tem recursos para isso. Já a Infraero tem, só este ano, R$ 1 bilhão para investimentos. E estamos falando em construir um terminal de R$ 26 milhões. Se você atrair a Infraero, não precisa afastar o Daesp e não tem nenhum demérito para ele, que presta relevantes serviços para o Estado. Mas isso não é vocação do Daesp, e sim promover a integração do Estado por aeródromos.”

Por fim, Oliveira pondera ser importante resgatar o que se fez no passado com a Infraero, como a tentativa de formalização de uma parceria entre o órgão federal e o Daesp.

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