Regional

Jovem morre após reação alérgica

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 2 min

Agudos - Uma adolescente de 16 anos morreu ontem de madrugada em Agudos (18 quilômetros de Bauru) depois de ser atendida no Pronto-Socorro (PS) com fortes dores abdominais. Um exame de necrópsia foi solicitado pela administração do Hospital já que a jovem, provavelmente, teria sofrido uma reação alérgica a um medicamento.

Natália Caires deu entrada no PS na madrugada de ontem, às 0h45, sentindo dores na barriga. Ela foi atendida, sendo administrado soro glicosado contendo dois medicamentos comuns. A jovem teria sofrido uma reação alérgica, o que fez com que fosse medicada com uma injeção contendo um medicamento antialérgico. “Deram um medicamento para alergia e foi pior, ela começou a roxear mais ainda”, conta a mãe de Natália, Marta Caires, 44 anos, em frente ao velório municipal, onde aguardava o corpo da filha. “Depois da injeção ela começou a passar mal e ter manchas no corpo inteiro. A boca ficou preta e as unhas escuras”, completa a mãe.

Segundo a administração do Hospital de Agudos, responsável pelo PS, a paciente ficou em observação por várias horas e relatou melhoras nas dores abdominais. Pouco depois das 4h, conforme consta do registro médico, começou a sentir falta de ar e teve parada cardio-respiratória. Ela foi entubada e passou a ser monitora por aparelho, além de receber o oxímetro de pulso. Às 5h, não reagindo à medição e aos procedimentos médicos, veio a óbito.

Consternados pela morte da única filha, Celso Caires, 45 anos, e sua esposa não se conformam com a morte de Natália. O pai da jovem disse à reportagem que ela não tomava remédios e acusa o PS de não fazer o exame antialérgico. “Ela é alérgica, não fizeram o teste nela. Ela nunca tomou remédio nenhum”, diz.

No entanto, documentos do Hospital, que mostram o histórico da jovem, indicam que ela já foi medicada na unidade com remédios semelhantes em outras ocasiões e que Natália teria afirmado não ser alérgica ao dar entrada no PS. Além disso, segundo a administração, ela ficou em observação durante várias horas enquanto estava medicada.

Necrópsia

O corpo da jovem, que cursava o 2.º grau, foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) de Bauru a pedido da administração do Hospital, que solicitou o exame de necrópsia. Os resultados devem demorar alguns dias para ficar prontos. Para o diretor clínico do Hospital de Agudos, Rodrigo Fabiano Lopes Delazari, o caso foi uma fatalidade.

“Foi uma fatalidade e tudo que foi feito foi feito de maneira correta”, diz o diretor. Segundo ele, após o laudo do IML será possível determinar com clareza o que ocorreu. “Derepente a adolescente tinha alguma outra patologia. Seria prematuro falar alguma coisa agora”, comenta, lembrando que não dá para saber também se o remédio que fez mal à jovem foi administrado no hospital ou na casa dela.

O corpo de Natália chegou ao velório por volta das 17h20 de ontem, depois de ser liberado em Bauru.

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