Rio - A nadadora medalha de ouro Rebeca Gusmão e parte da seleção campeã no handebol masculino nos Jogos Pan-Americanos estiveram entre os afetados no aeroporto Santos Dumont, no centro do Rio de Janeiro, pelo fechamento de Congonhas, em São Paulo. Por causa dos problemas no aeroporto paulista, os vôos que partiriam do Rio foram cancelados ou desviados, com atraso, para os aeroportos de Cumbica (Guarulhos) e Viracopos (Campinas). De lá, os passageiros tinham que seguir para São Paulo por terra.
De acordo com a Infraero, das 6h às 10h43, seis vôos da ponte aérea Rio-São Paulo tinham sido cancelados no Santos Dumont. Outros sete estavam atrasados. Quatro decolaram, mas para Guarulhos ou Campinas. No Rio, a Infraero atribuía a responsabilidade pela situação - que só não se tornou caótica porque o aeroporto não estava lotado - ao tempo chuvoso em São Paulo.
No saguão do novo terminal do Santos Dumont, recém-inaugurado, passageiros aguardavam soluções e queixavam-se do tratamento que receberam das empresas aéreas.
A nadadora Rebeca Gusmão, depois das 12h, chegou a entrar com a bagagem de mão no salão de embarque, passando pelo raio X. Mas minutos depois voltou para o lado de fora, porque o vôo em que viajaria para Congonhas foi cancelado. Ela aguardava um novo vôo, só que para Guarulhos. Só conseguiu embarcar à tarde.
Um grupo de dez jogadores e membros da comissão técnica da seleção de handebol chegou ao Santos Dumont por volta das 10h30. O embarque para Congonhas estava marcado para as 12h. Atrasou pelo menos três horas. Para passar o tempo, os atletas deitaram no chão do terminal e ficaram jogando videogame nos computadores portáteis. “Isso tudo é uma bagunça”, reclamou, em tom mal-humorado, o pivô Danilo Paulino da Silva, o Pré.
Até as 19h, a Infraero contabilizava no aeroporto Santos Dumont, o cancelamento de 45 das 77 partidas programadas. Um total de quatorze vôos saíram com atraso. No aeroporto internacional Tom Jobim, dos 153 vôos que estavam programados, 15 foram cancelados e 73 saíram com atrasos.
A Infraero recuou e desistiu de liberar hoje a pista principal do aeroporto de Congonhas (SP), que está interditada desde o acidente com o Airbus-A320 da TAM, na terça-feira da semana passada, o maior da história do País. O presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira, disse ontem que as fortes chuvas em São Paulo ontem atrasaram a conclusão dos trabalhos de perícia da PF na pista do acidente - o que impede a sua liberação hoje. “Eu havia falado que a pista estaria aberta a partir de hoje, às 6h, mas não vai ser possível. Há buracos na pista que precisam ser reparados com cuidado. Não vai dar tempo. Com a chuva que está, não é possível fazer aquele trabalho (de restauração da pista) com segurança”, disse o brigadeiro.
Pereira afirmou que a pista estará liberada para pousos e decolagens até o final desta semana, mas evitou estabelecer um novo prazos para a sua reabertura. Segundo o brigadeiro, pelo menos 14 buracos foram abertos na pista em conseqüência do acidente e precisam ser restaurados antes da sua liberação.